O ministro da Indústria e Comércio apelou, quarta-feira, aos empresários nacionais e estrangeiros para que haja mais investimentos na indústria automóvel em Angola, para garantir sustentabilidade no sector e aumento de postos de trabalho.
Rui Miguêns falava em Luanda no programa Café CIPRA, durante o qual reafirmou a importância das fábricas de automóveis, um mercado muito importante no desenvolvimento da mobilidade urbana e de mercadorias no âmbito da expansão comercial e económica.
“Temos de fabricar as baterias de carro, fabricar os pneus, estofos, bancos e vários tipos de peças”, defendeu o ministro, para quem, com isso, não será necessário recorrer à importação para arranjar a reparação de viaturas.
O ministro Rui Miguêns afirmou que a coerência das decisões do Governo tem a ver com a garantia de emprego digno e estável, com objectivo de criar uma economia resistente e não do desperdício das outras economias. “A criação da indústria automóvel é um passo importante que falta em Angola”, considerou o governante, que elogiou a primeira iniciativa da montagem de viaturas que o país teve.
Negócio de peças dominado por nigerianos
O negócio de peças sobressalentes em Luanda é dominado por empresários nigerianos, com principal destaque para o mercado dos correios.
O ministro sublinhou que não há nenhum problema no monopólio nigeriano, desde que isso contribua no bom ambiente de negócios. Admitiu, no entanto, que seria bom se existisse mais angolanos a operar neste sector e com grandes investimentos.
“Todos os dias apelamos a uma economia continental livre. Somos um país aberto”, garantiu Rui Miguêns, para quem “não interessa quem está no negócio”, mas que o negócio seja justo e com o crescimento económico.
Retorno à importação de viaturas usadas
O retorno à importação de viaturas usadas foi descartado pelo ministro da Indústria e Comércio. Rui Miguêns justificou o posicionamento do Executivo com a necessidade de se apostar mais no desenvolvimento da indústria automóvel, no âmbito da massificação da economia nacional.
“Se voltarmos a importar os carros usados, estaremos a desencorajar o investimento no sector”, disse o governante, insistindo que o que se pretende é apostar na indústria automóvel. “A importação de sucata não vai trazer investidores neste sector, ninguém vai se interessar em abrir fábrica de carros”, sustentou Rui Miguêns, salientando que “a criação da indústria automóvel vai possibilitar uma cadeia de valores que o país tanto almeja”.




