O corpo diplomático dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) acreditado em Cuba entregou, na passada quinta-feira, em Havana, uma doação de bens de primeira necessidade à Escola Especial Vitória do Cuito Cuanavale.
A iniciativa solidária foi realizada em parceria com o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP).
De acordo com uma nota de imprensa da Embaixada de Angola em Cuba, a oferta inclui alimentos, medicamentos, material escolar e de escritório, equipamentos tecnológicos, produtos de higiene e de limpeza, entre outros artigos.
A iniciativa teve como objectivo apoiar a instituição face às dificuldades decorrentes do agravamento da crise económica e energética em Cuba.
A cerimónia contou com a participação de representantes diplomáticos de Angola, África do Sul, Moçambique, República Democrática do Congo (RDC), Tanzânia e Zimbabwe, que mantiveram contacto com os alunos e o corpo docente da escola.
Fundada em Outubro de 1988 pelo antigo Presidente cubano, Fidel Castro Ruz, a instituição tem como missão assegurar a formação integral de menores com distúrbios comportamentais, bem como prestar apoio a jovens que necessitam de orientação psicossocial.
Em representação dos diplomatas participantes, a embaixadora sul-africana, Yvonne Nkwenkwezi Phosa, evocou o legado de Fidel Castro, com destaque para a atenção que dedicou ao bem-estar das crianças e dos adolescentes cubanos e de outros países.
A diplomata salientou que a iniciativa representa, igualmente, uma homenagem aos que combateram o regime do apartheid e defenderam Angola e a África Austral, tendo considerado uma honra a realização da acção no ano do centenário do nascimento do antigo líder cubano.
A designação da escola evoca a Batalha do Cuito Cuanavale, considerada um marco na história de Angola e do continente africano, pelo seu impacto no curso dos acontecimentos políticos e militares na região austral de África.
O confronto contribuiu para o contexto que levou à assinatura dos Acordos de Nova Iorque, a 22 de Dezembro de 1988, cujos compromissos permitiram a implementação da Resolução 435/78 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, relativa à independência da Namíbia.




