Luanda – O secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Ângelo João, apelou, esta terça-feira, em Luanda, ao reforço das condições de segurança dos jornalistas, por considerar este factor essencial para o exercício livre, eficaz e responsável da profissão.
Luanda – O secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Ângelo João, apelou, esta terça-feira, em Luanda, ao reforço das condições de segurança dos jornalistas, por considerar este factor essencial para o exercício livre, eficaz e responsável da profissão.
O responsável falava na abertura do Seminário sobre Liberdade de Expressão, Acesso à Informação e Segurança dos Jornalistas, uma iniciativa do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, em parceria com a Embaixada da Noruega em Angola, que reúne profissionais do sector para reflectir sobre os principais desafios da comunicação social no país.
Segundo Ângelo João, não se pode exigir um jornalismo rigoroso, responsável e próximo dos cidadãos sem garantir aos profissionais condições adequadas para o desempenho da sua missão, com segurança, dignidade e responsabilidade.
Sublinhou que a segurança dos jornalistas não deve limitar-se à dimensão física, mas abranger também o espaço digital, face a ameaças, assédio, perseguição e outras formas de violência susceptíveis de comprometer o exercício livre da profissão.
Por esta razão, considerou fundamental a realização de iniciativas de capacitação dos profissionais, por constituírem espaços de reflexão, diálogo e partilha de experiências sobre os desafios que marcam o sector da comunicação social.
Ângelo João salientou, igualmente, que o seminário constitui uma oportunidade para o aprofundamento de conhecimentos e o reforço das competências dos jornalistas, factores que podem contribuir para o fortalecimento do jornalismo e da democracia em Angola.
Por outro lado, o secretário de Estado apelou aos profissionais da comunicação social para pautarem a sua actuação por princípios éticos, responsabilidade e respeito pelos direitos fundamentais de terceiros.
“Numa sociedade democrática, a liberdade de cada cidadão deve coexistir com o direito dos outros cidadãos à honra, ao bom nome, à dignidade e à protecção da vida privada”, afirmou.
Jornalismo como pilar da sociedade
Por seu turno, a representante da Embaixada da Noruega em Angola, Julies Berg, destacou o papel do jornalismo no desenvolvimento da sociedade e na promoção e defesa dos direitos humanos.
Referiu que os jornalistas contribuem para a protecção dos direitos humanos através da divulgação e investigação de casos de violação desses direitos, de modo a permitir que às autoridades conheçam os problemas e adoptar medidas adequadas.
A diplomata apelou à existência de uma comunicação social livre, independente e isenta, capaz de cumprir o seu papel de informar a sociedade e contribuir para o fortalecimento da democracia.
Por sua vez, a representante do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, Sónia Gomes, explicou que o seminário visa promover a partilha de experiências e aproximar os profissionais da comunicação social das normas e princípios dos direitos humanos.
Informou que a iniciativa vai na sua segunda edição e já permitiu a formação de 34 jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social do país.
Entre os temas previstos para o seminário destacam-se “Segurança dos jornalistas e perspectiva de género”, “Limites legítimos da liberdade de expressão”, “Acesso à informação”, “Desafios digitais” e “Ética no uso responsável da inteligência artificial”, entre outros.
A formação decorre de 1 a 2 de Setembro e conta com a participação de 25 jornalistas de órgãos de comunicação social públicos e privados.AG/ART



