Luanda – A subdirectora-geral da UNESCO para Prioridade de África e Relações Exteriores, Lídia Artur Brito, reconheceu, esta segunda-feira, em Luanda, o papel de Angola na promoção da cultura de paz e prevenção de conflitos em África.
Luanda – A subdirectora-geral da UNESCO para Prioridade de África e Relações Exteriores, Lídia Artur Brito, reconheceu, esta segunda-feira, em Luanda, o papel de Angola na promoção da cultura de paz e prevenção de conflitos em África.
A mensagem gravada da responsável foi apresentada durante a conferência de imprensa de apresentação da 4.ª edição da Bienal de Luanda, realizada no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), sob orientação do secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas, porta-voz do evento.
Na mensagem, Lídia Artur Brito referiu que, ao acolher a 4.ª edição da Bienal de Luanda, Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência, Angola reafirma o compromisso de contribuir para a paz no mundo, a partir das suas experiências políticas.
A subdirectora-geral da UNESCO defendeu, igualmente, a valorização da história africana como fonte de conhecimento para a construção de um futuro partilhado, pacífico e progressista, centrado nos cidadãos.
Lídia Artur Brito considerou particularmente relevante o tema da 4.ª Bienal de Luanda, dedicado à água, tendo em conta que os grandes sistemas hídricos transfronteiriços de África sustentam populações, a agricultura, a saúde, a produção de energia e os ecossistemas.
Referiu que, perante os desafios das alterações climáticas, do crescimento demográfico e da crescente pressão sobre os recursos naturais, a governação da água exige mecanismos de cooperação que ultrapassem as fronteiras nacionais.
A responsável reafirmou, por outro lado, o compromisso da UNESCO em trabalhar ao lado da União Africana e do Governo de Angola na promoção da Bienal de Luanda.
A Bienal de Luanda tem entre os seus principais objectivos promover o conhecimento das diferentes identidades dos povos africanos e a coabitação pacífica, bem como capacitar a nova geração de jovens africanos para actuarem como catalisadores da paz.
A iniciativa procura ainda valorizar a riqueza e a diversidade do património cultural africano, promover a cultura e a educação como instrumentos de resolução de conflitos e contribuir para a construção de sociedades mais harmoniosas.
A primeira edição da Bienal de Luanda realizou-se de 18 a 22 de Setembro de 2019, em Luanda, e esteve centrada na celebração de valores africanos, crenças, formas de espiritualidade, conhecimentos e tradições que contribuem para o respeito pelos direitos humanos, a diversidade cultural, a rejeição da violência e o desenvolvimento de sociedades democráticas.
A segunda edição decorreu de 27 de Novembro a 2 de Dezembro de 2021, sob o tema da União Africana para aquele ano, “Artes, Cultura e Património: Alavancas para Construir a África que Desejamos”, com actividades digitais e presenciais.
Já a terceira edição teve lugar de 22 a 24 de Novembro de 2023, sob o tema “A educação, a cultura da paz e a cidadania africana como instrumentos para o desenvolvimento sustentável do continente”, e reuniu cerca de 800 participantes.
A quarta edição dá continuidade a este processo, ao colocar a cooperação em torno da água e dos recursos hídricos no centro do debate sobre a paz, a prevenção de conflitos e o desenvolvimento sustentável em África.ANM/ART




