O enviado especial do presidente da Comissão da União Africana defendeu que a água, além de recurso vital, assume um papel cada vez mais estratégico para a estabilidade do continente.
Durante a abertura da 4.ª edição da Bienal de Luanda, Mohamed Ibn Chambas alertou que a escassez hídrica e os défices de governação, agravados pelo impacto das alterações climáticas, funcionam como rastilhos para migrações internas e conflitos socioeconómicos.
Perante este cenário, o diplomata preconizou a gestão concertada e sustentável das bacias hidrográficas transfronteiriças.
No domínio das infra-estruturas, propôs o reforço do capital humano, a introdução de mecanismos inovadores de financiamento e o estímulo a parcerias público-privadas no sector.
Ibn Chambas enalteceu ainda a importância de alinhar a gestão dos recursos partilhados com o programa “Mulher, Paz e Segurança” da União Africana e com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
O responsável concluiu lembrando que o fórum responde directamente ao tema eleito pela organização continental para o ano de 2026, focado em assegurar o acesso à água potável e ao saneamento como pilares para alcançar as metas da Agenda 2063.




