UNITA: Campanha de Rafael Massanga rejeita ligação ao “Movimento de Resgate”

Luanda — A Direção Geral da Campanha do candidato Rafael Massanga Sakaita Savimbi, concorrente à liderança da UNITA, emitiu um comunicado oficial nesta sexta-feira para repudiar veementemente qualquer associação entre a sua candidatura e o controverso “Movimento de Resgate”, grupo dissidente acusado de tentar desestabilizar o partido.
No documento, a Direção da campanha esclarece que é a única entidade autorizada a representar o candidato junto aos órgãos internos da UNITA e a outras instituições, sendo, portanto, a única fonte legítima de declarações e posicionamentos públicos em nome de Rafael Massanga. “Nenhum outro órgão, sobretudo não enquadrado no nosso partido, tem mandato algum para fazê-lo”, afirma o comunicado.
A nota classifica como “infundadas, tendenciosas, subjetivas e vergonhosas” as tentativas de vincular a candidatura de Massanga ao chamado “Movimento de Resgate”. Este grupo, que se apresenta como parte da UNITA, é amplamente visto como uma força paralela sem legitimidade estatutária, e tem sido acusado de atuar como instrumento de desestabilização interna, supostamente com apoio de figuras ligadas ao MPLA, como o general Ferreira Tavares. O grupo ganhou notoriedade ao tentar impugnar o XIV Congresso da UNITA, que elegeu Adalberto Costa Júnior como presidente, e por promover divisões internas sob o pretexto de defender a legalidade partidária.
A Direção da campanha de Massanga denuncia ainda uma campanha de “calúnia, intriga, difamação e injúria” contra o candidato, que é apresentado como um militante comprometido com os princípios e estatutos da UNITA. O comunicado reforça o compromisso de Massanga com a unidade do partido e com o objetivo de alcançar o poder em 2027 “para o bem de Angola e dos angolanos”.
Por fim, a nota apela à serenidade, vigilância e ação patriótica dos militantes, delegados ao congresso, simpatizantes e amigos da UNITA, reafirmando o lema da campanha: “Todos contam. Sim, é possível. Para frente, sempre!”
Essa declaração surge num momento de tensão interna no maior partido da oposição angolana, onde disputas de liderança têm sido acompanhadas de tentativas externas de interferência, segundo denunciam membros da própria UNITA. O “Movimento de Resgate”, embora se apresente como defensor da legalidade, é amplamente percebido como um fator de instabilidade, cuja atuação visa minar a coesão interna do partido e enfraquecer sua capacidade de enfrentar o regime vigente nas eleições de 2027.


