UNITA diz que “protestos demostram agravamento da situação precária das populações”

A UNITA afirmou esta quarta-feira, 12, que “os protestos contra a subida do preço dos combustíveis serviram também para demonstrar que ficou agravada a já precária situação social e económica das populações, expostas à fome e à pobreza, resultantes das más políticas”.
O maior partido na oposição através de um comunicado saído da XXI reunião extraordinária do Comité Permanente da Comissão Política, refere ainda que “as mortes de cidadãos indefesos, muitas das quais resultantes de execuções sumárias por parte de alguns agentes das forças de defesa e segurança, ocorridas durante os protestos populares, deplorando ainda a morte de um agente da Polícia Nacional durante os tumultos, condenando também os assaltos a patrimónios públicos e privados causando danos elevados à economia”.
O encontro que decorreu sob orientação do líder do partido, Adalberto Costa Júnior, analisou a situação política, económica e social do país, com destaque para “a grave situação” vivida em Angola entre os dias 28 e 30 de Julho.
Em causa esteve a paralisação dos serviços de táxis, em protesto ao aumento dos preços dos combustíveis e das tarifas dos transportes públicos, que resvalou para um tumulto, caracterizado por actos de pilhagem, violência, com um saldo de 30 mortos, 277 feridos e mais de 1.500 detenções, segundo dados da Polícia.
A nota vinca ainda que “o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA reconhece a legitimidade das organizações representativas dos taxistas, em recorrerem a um direito constitucionalmente na defesa dos seus associados, ao decretar a paralisação dos táxis em reposta à subida dos preços dos combustíveis”.
Lamenta também a falta de um pronunciamento do Chefe de Estado sobre “as detenções arbitrárias, bem como sobre o uso desproporcional da força, amplamente denunciado por cidadãos e organizações de defesa dos direitos humanos”.


