UNITA esclarece que “Ampla Frente para Alternância em 2027 descarta coligação eleitoral formal”

O Vice-presidente da UNITA, Álvaro Chikuamanga Daniel, disse que os delgados ao XIV Congresso deram o aval de se formar uma Ampla Frente Patriótica para Alternância em 2027. Álvaro Chikuamanga esclarece que os delegados chumbaram a intenção de formalização de uma coligação eleitoral formal ou legal.
O político revelou na terça-feira, 02, em declarações à Rádio Essencial, que durante o conclave do partido, os delegados admitiram quatro possibilidades, que passam por criar uma aliança ainda sem designação, que terá como fundamento em coligação eleitoral na perspectiva de cooperação em formato de agregação de partidos políticos e actores da sociedade civil que possam integrar a lista do Galo Negro.
“Ocorreu quatro possibilidades para a formalização desta iniciativa que ainda não tem nome. Das quatro perspectivas debatidas ao nível do congresso, as três foram admitidas, ou uma coligação eleitoral na perspectiva de agregação ou cooperação, onde os partidos políticos que aceitarem vão constar na nossa lista. A coligação eleitoral à luz da legislação angolana, não foi aceite pelos militantes da UNITA, isso que fique claro”, sublinhou.
Referir que esta declaração vai em choque com o imperativo constitucional que pesa sobre o aliado da UNITA no âmbito da Frente Patriótica Unida (FPU), o Bloco Democrático, que se vê forçado a concorrer nas eleições de 2027, sob pena de ser extinto.
De acordo com especialistas em assuntos políticos, este assunto evidencia um provável “divórcio” entre a UNITA e o Bloco Democrático, que durante a sua 5ª Convenção Nacional Ordinária de Agosto deste ano, deliberou a continuidade da FPU, mas em formato de coligação eleitoral formal, uma vez que em 2022, se traduziu apenas numa plataforma político-eleitoral, dos quais fizeram parte o PRA-JA Servir Angola e membros da sociedade civil.
Oiça às declarações no Jornal às 13 horas da Rádio Correio da Kianda, 103.7 FM, e a reacção do Bloco Democrático.


