UNITA exige declaração de estado de calamidade em Benguela após chuvas mortais

O Grupo Parlamentar da UNITA defendeu, esta segunda-feira, 13, a declaração de estado de calamidade na província de Benguela, na sequência das chuvas registadas a 11 de Abril, que provocaram mortes, feridos e avultados danos materiais.
Em nota de imprensa, lida pelo assessor de comunicação Emanuel Bianco, a UNITA manifesta solidariedade com as famílias afectadas e apresenta condolências às vítimas mortais, descrevendo a situação como grave e exigindo uma resposta imediata por parte do Executivo.
O partido atribui o rompimento do dique do Rio Cavaco à alegada falta de manutenção e fiscalização das infra-estruturas, recordando que episódios semelhantes já ocorreram nos anos de 2003 e 2004.
A formação política liderada por Adalberto Costa Júnior insta o Governo a adoptar medidas “urgentes, eficazes e transparentes” para mitigar os efeitos das inundações e prevenir novas ocorrências.
Entre as recomendações, a UNITA defende a realização de concursos públicos transparentes para a contratação de empresas, criticando o recurso a adjudicações directas em projectos de infra-estruturas.
O partido, conhecido como “Galo Negro”, exige ainda a responsabilização civil e criminal de gestores públicos envolvidos em eventuais falhas na execução de projectos ou no desvio de fundos destinados à prevenção de calamidades.
A posição surge num contexto de crescente pressão política e social sobre a gestão de infra-estruturas e resposta a desastres naturais no país.



