UNITA propõe rede nacional de aquicultura para aumentar produção de pescado

A proposta assenta na implementação de um programa nacional que aproveite o vasto potencial hídrico do país, através da instalação de polos aquícolas nos municípios, centros de produção de alevinos, fábricas de ração e infraestruturas de conservação e processamento do pescado.
Segundo Adalberto Costa Júnior, Angola dispõe de condições naturais ímpares para desenvolver uma economia azul sustentável. Com milhares de rios, lagoas e barragens distribuídos pelo território nacional, o país reúne recursos suficientes para impulsionar a piscicultura e transformar a produção aquícola num dos pilares do crescimento económico.
O líder da UNITA defende ainda a criação de linhas de financiamento destinadas a jovens empreendedores e cooperativas, acompanhadas por programas de formação técnica que permitam aumentar a capacidade produtiva e garantir a sustentabilidade do setor.
De acordo com as projeções apresentadas, a instalação de cerca de 20 polos de aquicultura em cada município poderá criar mais de 650 mil empregos diretos e ultrapassar um milhão de postos de trabalho em toda a cadeia de valor, abrangendo atividades como produção, transporte, indústria de transformação, comercialização, investigação científica e exportação.
Para Adalberto Costa Júnior, o reforço da produção nacional de pescado permitirá não apenas melhorar a segurança alimentar, mas também reduzir a dependência das importações e criar novas oportunidades de negócio em todo o país.
O presidente da UNITA sustenta que Angola possui todos os recursos naturais necessários para liderar o desenvolvimento da economia azul na região, considerando que o principal desafio reside na adoção de políticas públicas capazes de converter esse potencial em riqueza, emprego e melhoria das condições de vida das famílias angolanas.



