Luanda – A vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, prestou, esta sexta-feira, homenagem à viúva do co-fundador do partido e nacionalista Viriato da Cruz, Maria Eugénia Nunes da Cruz, que faleceu domingo, vítima de doença.
Luanda – A vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, prestou, esta sexta-feira, homenagem à viúva do co-fundador do partido e nacionalista Viriato da Cruz, Maria Eugénia Nunes da Cruz, que faleceu domingo, vítima de doença.
No local da despedida oficial, no Quartel-General do Exército, a vice-presidente do MPLA curvou-se diante da urna que continha os restos mortais da malograda, depositou uma coroa de flores, cumprimentou os familiares e escutou as mensagens de homenagem da família.
Num último acto, Mara Quiosa deixou uma mensagem de reconhecimento e homenagem no livro aberto na sequência do infortúnio.
Escreveu que a Direcção Central do MPLA curva-se diante da memória de Maria Eugénia da Cruz e endereça à família enlutada as mais sentidas condolências.
Em declarações à imprensa, Mara Quiosa enalteceu a figura de Maria Eugénia da Cruz e do seu esposo, Viriato da Cruz, um dos fundadores do MPLA e figura incontornável da história do partido, nacionalista e patriota que participou activamente na luta de libertação do país.
“Maria Eugénia da Cruz também participou em muitas acções clandestinas que eram realizadas naquela altura. Podemos considerá-la também como uma combatente da liberdade e da independência do nosso país”, afirmou.
Por sua vez, o coordenador da Comissão de Disciplina, Ética e Auditoria do Comité Central do MPLA, Pedro Neto, afirmou que é com profundo pesar e elevada consideração que o partido se curva perante a memória de Maria Eugénia da Cruz, esposa de Viriato da Cruz, co-fundador da organização.
A Direcção do MPLA realçou a trajectória da malograda, marcada pela dedicação à causa nacionalista e pela participação, muitas vezes discreta e longe dos grandes palcos, no processo que conduziu à libertação de Angola do jugo colonial português.
Nascida em 1928, no Moxico, Maria Eugénia da Cruz faleceu aos 98 anos de idade, vítima de doença.
Depois de concluir a sua formação em Portugal, regressou a Angola, onde exerceu funções públicas nas Alfândegas e, posteriormente, nos Correios de Angola, durante a década de 1950.
Foi nesse período de mobilização política em Luanda que se ligou à causa nacionalista angolana, segundo a mensagem de homenagem.
Já em Conacri, onde se exilou, colaborou directamente na organização do arquivo do então movimento político, num período marcado por dificuldades materiais e organizativas.
O Bureau Político considera que Maria Eugénia da Cruz não foi apenas companheira de um dos fundadores do MPLA, mas também testemunha e participante de um capítulo da história da luta de libertação nacional e da conquista da soberania de Angola.FMA/ART




