Luanda – A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, afirmou, este sábado, que investir na saúde materna e na saúde da mulher significa apostar no futuro, na família e no desenvolvimento do país.
Luanda – A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, afirmou, este sábado, que investir na saúde materna e na saúde da mulher significa apostar no futuro, na família e no desenvolvimento do país.
Ao intervir na cerimónia de abertura da 2.ª edição da Imersão FertiMulher subordinada ao tema “A Maternidade Real”, Esperança da Costa defendeu a continuidade do fortalecimento de uma abordagem integrada, que aproxime as políticas de saúde, educação, protecção social, promoção da igualdade da mulher, do género e da criança, bem como o apoio às famílias.
“Falar de maternidade é falar da vida, da família e do futuro. É reconhecer que a protecção da mulher e da criança constitui uma responsabilidade do Estado e de toda a sociedade. Os investimentos que fazemos hoje na saúde, na protecção social e no bem-estar das famílias determinam, em larga medida, o país que queremos ter amanhã”, sublinhou.
África concentra dois terços das mortes maternas
De acordo com Esperança Costa, dados da União Africana, divulgados em Fevereiro deste ano, dão conta que a África registou 442 mortes maternas por 100 mil nados vivos, valor que correspondeu a cerca de dois terços das mortes maternas registadas globalmente.
Sublinhou que estes dados levaram a União Africana a rever a campanha e a definir um roteiro para a saúde materna e neonatal, estabelecendo a meta dos “três zeros”, designadamente zero mortes maternas e neonatais evitáveis, zero partos sem assistência qualificada e zero crianças fora do sistema de vacinação.
Angola aposta no capital humano
Esperança da Costa realçou que em Angola o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027 coloca a melhoria das condições de vida das populações e o desenvolvimento do capital humano entre as prioridades da acção pública.
O plano contempla medidas específicas no domínio da saúde materno-infantil, assentes numa visão segundo a qual o futuro do país depende do investimento nas pessoas e da valorização do capital humano, através da melhoria da saúde e das condições de vida das populações.
A governante destacou igualmente o compromisso do Presidente da República, João Lourenço, com o sector social, em particular com a saúde, colocando a melhoria das condições de vida entre as prioridades da acção do Executivo.
Segundo Esperança da Costa, este compromisso traduz-se numa visão de desenvolvimento que coloca as pessoas no centro das políticas públicas, reconhecendo a saúde como condição essencial para o desenvolvimento económico e social e para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e próspera.
Mais profissionais e unidades sanitárias
A Vice-Presidente referiu que o Governo de Angola, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Nacional, aposta no fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde, com particular atenção aos cuidados de saúde primários, à expansão do acesso, à qualificação dos recursos humanos, à melhoria das infra-estruturas e equipamentos e ao reforço da capacidade de resposta dos serviços.
“E é precisamente quando olhamos para os resultados alcançados que podemos compreender a dimensão desse investimento”, afirmou.
Destacou que, entre 2017 e 2024, foram integrados 46.705 novos profissionais de saúde, considerando a formação e especialização dos quadros uma dimensão essencial da estratégia nacional para o sector.
Informou, igualmente, que vários profissionais concluíram recentemente a especialização em Medicina Geral e Familiar, reforçando uma área considerada fundamental para a consolidação dos cuidados de saúde primários.
Actualmente, acrescentou, o país conta com 3.348 unidades sanitárias, entre estruturas do nível primário e hospitais municipais.
Para a Vice-Presidente, este conjunto de investimentos traduz uma opção clara do Executivo de aproximar os serviços de saúde das populações, fortalecer a capacidade de resposta nos municípios e assegurar às famílias e comunidades o acesso a cuidados de qualidade, orientados para a promoção da saúde, prevenção da doença, tratamento oportuno e reabilitação.
Por outro lado, Esperança da Costa referiu que os ganhos começam a ser visíveis e salientou que o acesso aos cuidados de saúde primários passou de 25 por cento, em 2017, para 75 por cento no primeiro trimestre de 2026.
Por outro lado, disse que os dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos de Saúde mostram uma evolução significativa dos principais indicadores de saúde materna e infantil.
A mortalidade materna registou igualmente uma evolução positiva, assim como os indicadores de mortalidade infantil e neonatal.
“Estes resultados reforçam a determinação em consolidar os ganhos alcançados, superar os desafios que ainda persistem e assegurar que ninguém fique para trás”, concluiu. FMA




