Zaire: Governador Adriano Mendes de Carvalho aponta corrupção como entrave ao desenvolvimento

O governador provincial do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, apontou recentemente, na vila do Nzeto, a corrupção como um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento das nações. Durante a abertura do ciclo de palestras em alusão ao 23º aniversário da Convenção da União Africana sobre Prevenção e Combate à Corrupção, o governante sublinhou que os efeitos deste fenómeno nocivo fazem-se sentir directamente na economia e na qualidade da prestação dos serviços públicos essenciais aos cidadãos.
No seu discurso, Adriano Mendes de Carvalho enfatizou que a corrupção é um dos principais factores para a quebra de confiança dos cidadãos nas instituições públicas. O governante recorreu a exemplos práticos do quotidiano para ilustrar a gravidade do problema: “Quando os recursos públicos são desviados ou utilizados de forma indevida, são as escolas que deixam de ser construídas, os hospitais que deixam de ser equipados e as estradas permanecem degradadas”, expressou com preocupação.
Para o governador do Zaire, combater a corrupção de forma vigorosa significa proteger activamente o erário, garantindo uma maior justiça social e assegurando que os benefícios do crescimento económico cheguem, de facto, às comunidades locais mais vulneráveis da província e do país.
O evento contou também com a intervenção do subprocurador-geral da República titular no Zaire, Ricardo Almeida, que apresentou dados estatísticos sobre o combate à criminalidade financeira na região. Segundo o magistrado, durante o ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) no Zaire acusou seis processos ligados à corrupção, de um total de 12 que tramitam no órgão.
Relativamente ao primeiro semestre do ano em curso, Ricardo Almeida revelou que a PGR recepcionou dois processos envolvendo servidores públicos, os quais já foram devidamente encaminhados para o tribunal competente. Adicionalmente, encontram-se actualmente em fase de instrução preparatória outros 10 processos relacionados com crimes de corrupção na província.
Com informações de ANGOP.



