3ª Cimeira em Luanda mobiliza 160 mil milhões

Resumo: A 3ª Cimeira sobre Financiamento em Luanda (28-31 de outubro) mobilizou até 160 mil milhões de dólares para projetos estruturantes em África.
Pontos-chave
A 3ª Cimeira sobre Financiamento para o Desenvolvimento de Infra-estruturas em África decorreu em Luanda entre 28 e 31 de outubro de 2025. 160 mil milhões de dólares foi o montante estimado para suprir a lacuna de investimentos em projetos estratégicos no continente. O evento marcou a presidência de Angola na UA e reforçou sua posição no setor. Durante quatro dias, autoridades e investidores debateram iniciativas em transportes, energia e logística.
O presidente do conselho de administração da AIPEX, Arlindo Rangel, anunciou a cifra para responder à falta de fundos em projetos estruturantes. Ele destacou que Angola apresentaria seis projetos prioritários ligados ao Corredor do Lobito, infraestruturas portuárias e energias renováveis. As propostas visam atrair parcerias público-privadas e consolidar o papel do país na integração regional. O anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa oficial, com cobertura de agências locais.
O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos dos Santos, coordenador do grupo técnico, explicou que a cimeira reforça o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a Agenda 2063 da UA. Ele ressaltou a importância de infraestruturas críticas para o crescimento econômico e social, enfatizando inclusão e sustentabilidade em cada iniciativa apresentada. O enfoque abrange setores como transportes, tecnologia e portos. Estão previstas sessões de networking e workshops temáticos.
O encontro atraiu mais de 2.000 delegados, incluindo chefes de Estado, ministros e representantes de instituições financeiras. A Baía de Luanda serviu de palco para painéis e debates sobre parcerias público-privadas, financiamento inovador e riscos regionais. A AUDA-NEPAD prestou apoio técnico, reforçando a colaboração entre países africanos e organismos multilaterais para acelerar projetos de impacto. Sessões bilaterais com investidores fecharam cada dia. O balanço final será divulgado pela comissão multisectorial.
O evento ocorre num ano simbólico em que Angola celebra 50 anos de independência nacional. A cimeira reforçou o papel do país como hub estratégico em África, destacando o progresso nas áreas de infraestrutura e o compromisso com a Agenda 2063. Analistas apontam que o sucesso dependerá da implementação efetiva dos projetos e da capacidade de atração contínua de investimentos. O desfecho influenciará futuras estratégias de desenvolvimento regional.



