Abusos sexuais contra crianças em Viana e Bengo

Resumo: Relatório do INAC revela múltiplos casos de violência e abuso sexual contra menores em províncias como Luanda e Icolo e Bengo. Autoridades pedem denúncias e acompanhamento especializado.
Pontos-chave
O relatório semanal do INAC compilou denúncias de violência contra menores em várias províncias, destacando 20 casos de abuso sexual e centenas de outras queixas; a situação expõe fragilidades na proteção infantil e mobiliza o SOS-Criança para acolhimento, investigação e encaminhamento judicial, enquanto as famílias e comunidades são chamadas a participar na denúncia e prevenção.
Em Viana foi reportado o caso de uma menina de nove anos supostamente abusada pelo padrasto, o que suscitou atenção especial por parte das autoridades locais; segundo o INAC, a mãe optou inicialmente por não denunciar por receio de perda da relação e falta de alternativas habitacionais, ressaltando a necessidade de medidas sociais integradas para proteger vítimas e famílias vulneráveis.
Os dados mostram que, do total de denúncias recebidas pelo SOS-Criança, muitas envolvem trabalho infantil, disputas de guarda e violência física e psicológica, além de casos de fuga à paternidade; a porta-voz do INAC enfatizou a importância de canais de denúncia como o número 15015 e o portal oficial, garantindo anonimato e apoio multidisciplinar às vítimas durante todo o processo.
Casos adicionais foram relatados em Icolo e Bengo e Calumbo, incluindo alegações de abuso por parte de familiares e conhecidos, bem como incidentes com uso de faca contra adolescentes; as ocorrências recentes reforçam apelos por vigilância comunitária, formação de profissionais, campanhas de sensibilização e políticas públicas que ofereçam alternativas seguras para mulheres que temem represálias ao denunciar.
Autoridades e organizações de proteção infantil reiteram que a resposta exige coordenação entre serviços sociais, policiais e de saúde, com acompanhamento médico e psicológico para menores; as instituições pedem à população que utilize os canais disponíveis para denúncias e que priorize a segurança das crianças, buscando intervenção imediata sempre que haja suspeita ou prova de violação dos seus direitos.



