Angola reforça busca de financiamento na China

Resumo: Ministra das Finanças realiza visita à China para mobilizar financiamentos e atrair investimento privado, com foco em projectos estruturantes e parcerias estratégicas.
Pontos-chave
A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, iniciou uma visita oficial de cinco dias à China com o objectivo de reforçar a cooperação económico-financeira. Durante a missão, a delegação angolana procura identificar novas linhas de crédito e instrumentos de financiamento para projectos estruturantes, abordando tanto entidades públicas como organismos de fomento e bancos comerciais interessados em parcerias estratégicas.
Nos encontros previstos, destaca-se a audiência com a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff, e com responsáveis do Export-Import Bank da China. Nestas reuniões, a governante pretende discutir cronogramas de execução, garantias, prazos e modalidades de financiamento que possam acelerar obras de infra-estrutura e investimentos em energia, tecnologia e formação de capital humano.
Em Xangai e em Hong Kong, a agenda inclui contactos com sectores privado e público para promover oportunidades de investimento direto e comércio bilateral. A estratégia angolana enfatiza a diversificação das fontes de financiamento e a atração de capitais privados chineses, procurando condições que tornem viáveis projectos de reconstrução e modernização da economia com impacto social e económico de largo espectro.
A ministra reuniu-se com a vice-presidente do Eximbank, Yang Dongning, para avaliar a cooperação existente e identificar novas linhas de crédito e mecanismos de comércio. A delegação angolana, acompanhada pela embaixadora Dalva Ringote Allen e técnicos do Ministério das Finanças, sublinhou a abertura ao investimento e o interesse em parcerias que garantam transferência de tecnologia e capacitação técnica local.
Analistas e responsáveis governamentais afirmam que o êxito da missão depende de propostas claras de projectos, níveis de sustentabilidade da dívida e modelos de governação que assegurem transparência. Angola procura combinar financiamento com programas de formação e cofinanciamento público-privado, de modo a maximizar benefícios económicos e sociais e reduzir riscos associados à execução e manutenção das infra-estruturas apoiadas.



