Surto de Cólera em Angola: 903 Mortes e Queda de Casos

Resumo: Relatório oficial indica 903 mortes e 36.536 casos desde janeiro de 2025; janeiro de 2026 registou redução de 75% nos novos casos. Medidas de prevenção e apoio internacional continuam em curso.
Pontos-chave
Desde o início do surto declarado a 7 de janeiro de 2025, Angola registou um cumulativo de 36.536 casos e 903 mortes, segundo a ministra da Saúde. O surto ocorreu em 19 das 21 províncias, com duas ondas principais, e gerou mobilização de recursos para tratamento, vigilância epidemiológica e campanhas de sensibilização sobre higiene e acesso a água potável.
No relatório da Comissão Nacional de Luta contra a Cólera, analisado pela Comissão para a Política Social, janeiro de 2026 apresentou uma redução de 75% nos casos notificados face ao mês anterior, com 126 casos distribuídos por oito províncias. As províncias com maior incidência foram Huíla, Luanda, Malanje e Lunda Norte, que receberam reforço logístico e equipas de resposta rápida.
Em janeiro foram notificados cinco óbitos em três províncias: Huíla (2), Luanda (2) e Bengo (1). As autoridades sublinharam a importância de medidas preventivas como lavagem das mãos, tratamento da água e cuidado com alimentos crus. Além disso, foram criados centros de tratamento e pontos de reidratação oral para reduzir letalidade e tempo até atendimento médico adequado.
A resposta ao surto contou com apoio de parceiros internacionais, entre os quais a OMS, UNICEF, Africa CDC, OIM e Médicos Sem Fronteiras, que auxiliaram no envio de materiais médicos, kits de combate à cólera e equipas especializadas. O reforço logístico prioritizou províncias fronteiriças e áreas com maior risco, visando interromper cadeias de transmissão e fortalecer rastreio e vigilância comunitária.
As autoridades apelam à população para manter as medidas de prevenção e à rápida procura de cuidados em caso de diarreia aguda e sinais de desidratação. A comunicação pública tem enfatizado a importância da reidratação oral imediata e encaminhamento a centros de tratamento, enquanto se intensificam ações de saneamento, purificação de água e monitorização contínua dos indicadores epidemiológicos.



