Angola confirma surto de mpox e 2 mortes

Resumo: Angola confirmou surto de mpox, com 442 casos acumulados desde 2024 e duas mortes. As autoridades reforçam vigilância, isolamento de contactos e vacinação prioritária.
Pontos-chave
Angola declarou surto de mpox depois de somar 442 casos confirmados desde 2024, com registo de duas mortes e 116 casos activos. O Ministério da Saúde apresentou os dados em Luanda e reforçou o apelo para que a população procure assistência perante sintomas suspeitos, sobretudo nas províncias mais afectadas.
Os números mostram que a transmissão continua concentrada em Cabinda, com 314 casos, e no Moxico-Leste, com 91. A doença já foi identificada em 11 das 21 províncias, enquanto as restantes apresentam registos muito inferiores. As autoridades sublinham que a vigilância epidemiológica se mantém activa e reforçada em todo o território.
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Desde o início do surto, as equipas de saúde acompanharam 1.131 contactos e mantêm 186 pessoas em isolamento e seguimento. Entre os casos activos, a maior parte está em Cabinda, seguida por Moxico, Moxico-Leste, Luanda, Lunda Sul, Bengo e Cuando. O objectivo é cortar cadeias de transmissão o mais cedo possível.
Para responder ao surto, Angola mobilizou 50 mil doses de vacina contra a mpox, distribuídas de forma estratégica e prioritária devido à disponibilidade limitada no mercado mundial. O Governo também insiste na higiene das mãos, no isolamento de casos suspeitos e na procura imediata de unidades sanitárias por quem teve contacto próximo.
A mpox transmite-se sobretudo por contacto próximo com lesões, fluidos ou objectos contaminados, incluindo roupa de cama e toalhas. Os sintomas podem surgir entre cinco e 21 dias após a exposição e incluem febre, dor e erupções cutâneas. As autoridades lembram que a transmissão respiratória não é a principal via de contágio.


