Angola pede IA global justa e inclusiva

Resumo: Angola saudou na ONU o diálogo global sobre inteligência artificial e pediu uma governação internacional transparente, inclusiva e orientada para o desenvolvimento sustentável.
Pontos-chave
Em Nova Iorque, Angola saudou o trabalho do órgão consultivo da ONU sobre inteligência artificial e do Diálogo Global para a sua governação. Francisco da Cruz afirmou que a iniciativa é relevante para construir um modelo internacional de gestão responsável, inclusivo e alinhado com o desenvolvimento sustentável, evitando exclusões na transformação digital.
O representante angolano destacou a implementação do Pacto Digital Global e pediu que os compromissos multilaterais se traduzam em apoio concreto às prioridades nacionais dos Estados-membros. Para Luanda, a governação da IA deve ser eficaz, transparente e assente em princípios de equidade, imparcialidade e representatividade.
Francisco da Cruz alertou que a clivagem digital e tecnológica continua a limitar a participação plena dos países em desenvolvimento na criação, implementação e governação de sistemas de IA. Por isso, defendeu cooperação internacional focada na capacitação tecnológica, com programas de formação, assistência técnica e parcerias institucionais acessíveis.
O diplomata sublinhou ainda a necessidade de uma acção mais prática e coordenada para mapear experiências disponíveis e identificar fornecedores credíveis. Na sua visão, os Estados-membros precisam de mecanismos estruturados para aceder a conhecimento especializado, mobilizar apoio à formulação de políticas e reforçar quadros regulamentares robustos.
Angola felicitou o Grupo de Amigos para a Cooperação Internacional em Capacitação em IA, copresidido pela China e pela Zâmbia, pela reunião informativa. O órgão consultivo da ONU foi criado em Outubro de 2023 e apresentou em 2024 um relatório com normas globais para gerir riscos e benefícios da tecnologia.


