Angola amplia dívida pública local e internacional

Resumo: Angola emite títulos da dívida pública local de até 300 milhões de dólares e 1,75 bilhões em Eurobonds, reforçando estabilidade e fontes diversificadas.
Pontos-chave
Em 10 de outubro de 2025, em Luanda, o Ministério das Finanças divulgou um resumo das emissões de dívida pública angolana local e internacional. O anúncio reuniu detalhes sobre obrigações do Tesouro em kwanzas e Eurobonds em dólares, sublinhando o enfoque em captação de recursos para o OGE/2025. A conferência destacou a estratégia do Executivo para diversificar fontes de financiamento e reforçar confiança dos investidores.
Na componente doméstica, foram anunciados Títulos da Dívida Pública de até 300 milhões de dólares, emitidos em moeda estrangeira com liquidação em kwanzas. A subscrição decorreu via bookbuilding de 6 a 29 de outubro, com maturidades entre cinco e oito anos. Os investidores se orientaram pelas taxas de juro limite de 5,00% e 7,00%, visando captar recursos para financiar objetivos econômicos e sociais do OGE/2025.
A emissão internacional incluiu Eurobonds de 1,75 bilhões de dólares, estruturados em duas tranches: uma de mil milhões com vencimento em 2030 e cupão de semestral de 9,25%, e outra de 750 milhões para 2035 com cupão de 9,78%. O livro de ordens alcançou intenções de seis bilhões de dólares, sinalizando alta confiança dos mercados na solidez e no potencial de crescimento da economia angolana.
O Executivo reforçou que a operação não envolve restruturação de dívidas existentes, enfatizando a estabilidade do perfil financeiro nacional. Segundo o diretor-geral da UGDP, a reorientação para prazos mais longos reduz riscos de liquidez e alivia pressões orçamentárias a curto prazo. Analistas apontam que esse equilíbrio favorece a credibilidade do país e oferece margem para ajustes macroeconômicos, incluindo taxas de juros e políticas cambiais.
A subscrição foi realizada por bancos, sociedades distribuidoras e corretoras de valores mobiliários autorizadas, com liquidação financeira em dois ciclos a 17 e 31 de outubro, e liquidação física no dia útil seguinte. O Ministério das Finanças sinaliza que essas emissões confirmam o compromisso do Estado com os objetivos econômicos e sociais do OGE/2025, além de promover o mercado de capitais e incentivar investimentos internos.



