Angola e Japão: parceria reforçada na saúde

Resumo: Ministros de Angola e Japão reafirmam cooperação estratégica na saúde, com compromissos em formação, equipamentos e programas materno-infantis. Parceria visa modernizar hospitais e fortalecer capacidades nacionais.
Pontos-chave
Em 3 de maio de 2026, em Luanda, líderes dos Ministérios da Saúde de Angola e dos Negócios Estrangeiros do Japão destacaram a continuidade de uma cooperação iniciada em 1988. A delegação japonesa visitou o Hospital Josina Machel, onde enfatizou apoios históricos e futuros, incluindo fornecimento de equipamento médico, capacitação de profissionais e investimentos em infraestruturas hospitalares essenciais para resposta clínica.
A ministra Sílvia Lutucuta salientou a modernização do Hospital Josina Machel, obra que contou com apoio japonês desde 1996. A reabilitação incluiu blocos operatórios, serviços de otorrinolaringologia e estomatologia, e melhorou a capacidade de diagnóstico e resposta a urgências. O fortalecimento de serviços especializados foi apontado como resultado direto da parceria técnica e financeira entre os dois países.
Os representantes destacaram também o Programa de Saúde Materno-Infantil apoiado pelo Japão, que já permitiu a impressão e distribuição de mais de 4,7 milhões de cadernos de saúde. Versões em braille foram incluídas para promover inclusão, e o programa é reconhecido como boa prática de cooperação Sul-Sul, fortalecendo rastreio, vacinação e acompanhamento pré-natal em várias províncias de Angola.
Nas conversações bilaterais, o ministro Téte António e seu homólogo japonês identificaram novas áreas de cooperação econômica e técnica, com ênfase em agroindústria, energias renováveis, digitalização e sectores minerais estratégicos. Foi reafirmado o papel da JICA na execução de projectos, e ambos os lados manifestaram interesse em ampliar parcerias público-privadas para diversificar a economia angolana.
O acordo prevê continuidade no apoio à formação de quadros angolanos e ao reforço institucional dos serviços de saúde, incluindo programas de formação, fornecimento de equipamentos e assistência técnica. Os dois governos comprometeram-se a aprofundar a cooperação nas vertentes política, económica e social, visando maior resiliência do sistema nacional de saúde e melhoria do acesso a serviços essenciais por toda a população.



