Angola e Macau selam isenção de vistos

Resumo: Angola e Macau firmaram um protocolo que elimina a exigência de visto para cidadãos angolanos, abrindo espaço para mais viagens, negócios e cooperação.
Pontos-chave
Angola e a Região Administrativa Especial de Macau assinaram um protocolo de isenção de vistos que permite a entrada de cidadãos angolanos sem autorização prévia. A medida é vista como um passo estratégico para aproximar as duas partes e reduzir entraves burocráticos que, durante anos, limitaram deslocações e contactos institucionais.
O acordo surge após a Ordem Executiva n.º 48/2026, assinada por Sam Hou Fai, que delegou poderes ao secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak. Segundo as autoridades, a formalização do entendimento cria uma base legal para consolidar relações diplomáticas, comerciais e culturais entre Luanda e Macau.
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Para o cônsul-geral de Angola em Macau, Eduardo Velasco Galiano, a decisão representa um acto de profunda cooperação e uma resposta a um problema antigo. O diplomata afirmou que a exigência de visto prévio foi, por cerca de oito anos, um obstáculo relevante à mobilidade de cidadãos e ao avanço empresarial.
Empresários angolanos e macaenses enfrentaram dificuldades para concretizar viagens e operações comerciais, incluindo ligações via Hong Kong, frequentemente usadas como corredor estratégico. Com a eliminação desta barreira, espera-se maior fluidez nos negócios, mais investimento e um intercâmbio económico mais intenso entre Angola, Macau e outros mercados ligados à região.
Com a nova isenção, Angola junta-se a Portugal, Brasil e Cabo Verde entre os países de língua portuguesa cujos cidadãos entram em Macau sem visto. O gesto reforça o papel do território como ponte para o espaço lusófono e alimenta expectativas de uma nova fase de mobilidade, turismo e cooperação económica.


