Angola e RDC reforçam segurança na fronteira

Resumo: Angola e República Democrática do Congo assinam acordo para fortalecer cooperação em defesa e segurança fronteiriça, visando estabilidade, combate ao crime transnacional e proteção das populações.
Pontos-chave
Em 13 de fevereiro de 2026, autoridades de Luanda e da RDC celebraram um acordo para criar uma Comissão Mista Permanente de Defesa e Segurança com vista a reforçar a vigilância e coordenação ao longo da fronteira comum; a iniciativa busca consolidar mecanismos de cooperação que previnam ações de grupos armados e reduzam fluxos ilícitos e migração irregular.
O protocolo assinado pelo ministro angolano Manuel Homem e pelo homólogo da RDC, Shabani Bihango, destaca a importância da capacitação técnica, intercâmbio de informação e harmonização de procedimentos operacionais; prevê formação conjunta, operações coordenadas e protocolos de atuação para incidente fronteiriço, com respeito pela soberania e integridade territorial de ambos os Estados.
As autoridades sublinharam que a parceria responde à crescente internacionalização do crime organizado transnacional e à necessidade de proteção das populações locais; o acordo visa transformar a fronteira de dois mil quinhentos e onze quilómetros numa zona de paz, estabilidade e desenvolvimento, com mecanismos de resposta rápida e partilha de meios e recursos entre os dois países.
O entendimento surge no mesmo contexto em que Luanda propôs e promoveu esforços diplomáticos para um cessar‑fogo no leste da RDC, aceito pelo Presidente Felix Tshisekedi, consolidando um quadro regional que alia medidas de segurança a iniciativas políticas de paz; analistas dizem que coordenação civil e militar será essencial para evitar novas tensões e garantir a eficácia das medidas.
Para operacionalizar o acordo, prevê‑se a criação de grupos de trabalho binacionais, regimes de patrulha conjunta e um quadro regulatório comum para questões fronteiriças; espera‑se que iniciativas de desenvolvimento local e projetos comunitários complementem a ação policial e militar, reduzindo vulnerabilidades e promovendo confiança entre populações vizinhas ao longo da fronteira.



