Angola intensifica diplomacia por fundos na Suíça

Resumo: O Governo angolano reforçou a via diplomática para obter a devolução de fundos e activos retidos na Suíça. Luanda diz manter diálogo com Berna e com os mecanismos institucionais competentes.
Pontos-chave
O ministro das Relações Exteriores, Téte António, expressou em Luanda a preocupação do Governo com os fundos angolanos retidos na Suíça. Na audiência com Lukas Schifferle, pediu uma solução que inclua a devolução dos activos ao Estado, nos termos que vierem a ser acordados entre as partes.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, Angola tem seguido a via diplomática e usado os mecanismos institucionais competentes para tentar resolver a questão. O tema é visto como prioritário, porque envolve recursos considerados importantes para o país e para o combate à corrupção e à impunidade.
As 10 principais notícias de Angola, no seu e-mail.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 18 fontes.
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
O chefe da diplomacia angolana sublinhou ainda o carácter tradicional e amistoso das relações entre Angola e a Suíça. Para Luanda, os laços de cooperação e respeito mútuo devem facilitar um entendimento que permita encontrar uma solução aceitável para os activos cativos naquele país europeu.
A preocupação do Governo insere-se numa estratégia mais ampla de recuperação de activos no estrangeiro. Em Março, João Lourenço defendeu o reforço da cooperação com a Suíça, Singapura e Bermudas, países onde, segundo o Presidente, estão domiciliados quase dois mil milhões de dólares já declarados perdidos.
Angola insiste que os valores recuperados devem regressar ao Estado e ser colocados ao serviço do desenvolvimento nacional. Por isso, o Executivo mantém a expectativa de que o diálogo com as autoridades suíças avance através dos canais apropriados e produza uma solução mutuamente aceitável.


