Transição da Presidência da OEACP em Malabo

Resumo: Na 11.ª cimeira da OEACP em Malabo, Angola transferiu a presidência rotativa para a Guiné-Equatorial; João Lourenço enalteceu reformas institucionais e parcerias estratégicas com a UE.
Pontos-chave
Em Malabo, durante a 11.ª Cimeira da OEACP, Angola formalizou a passagem da presidência rotativa à Guiné-Equatorial numa cerimónia em que o Presidente João Lourenço destacou a importância da continuidade institucional e do reforço da cooperação entre os Estados membros, sublinhando que a liderança guineense deverá manter o impulso dado às reformas e ao diálogo estratégico com parceiros internacionais.
João Lourenço recordou o mandato angolano marcado por desafios, como as consequências da pandemia e tensões geopolíticas, e apontou conquistas concretas, entre elas a assinatura do Acordo de Samoa com a União Europeia, a realização da primeira Assembleia Parlamentar Paritária e a institucionalização da Troika como mecanismo ágil para decisões políticas ao mais alto nível.
O presidente destacou ainda a necessidade de diversificar fontes de financiamento da OEACP e de consolidar governança e prestação de contas no Secretariado, elogiando o trabalho do corpo técnico durante três anos e manifestando confiança no novo Secretário-Geral, Moussa Saleh Batraki, para prosseguir as reformas e garantir sustentabilidade financeira e operacional da organização.
No seu discurso, Lourenço apelou a uma posição comum sobre crises como a do Haiti e insistiu na urgência de uma voz activa da OEACP nas questões globais, defendendo o fim de intervenções militares que afectam a paz e a estabilidade, e afirmando que a cooperação entre África, Caraíbas e Pacífico deve privilegiar desenvolvimento sustentável, juventude e solidariedade entre os povos.
Ao entregar a presidência a Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, João Lourenço realçou a convicção de que a Guiné-Equatorial dará continuidade ao trabalho iniciado por Angola, com foco em modernização institucional e mobilização de recursos, e conclamou os Estados membros a agir de forma coordenada para enfrentar crises económicas, climáticas e de segurança que ameaçam a estabilidade regional e global.



