Moçambique: aumento inevitável dos combustíveis

Resumo: Governo e FRELIMO defendem o ajuste de preços como medida necessária para garantir abastecimento regular; aumento provoca debate público e preocupação com impacto econômico.
Pontos-chave
Em 8 de maio de 2026, autoridades em Moçambique anunciaram um ajuste nos preços dos combustíveis que classificaram como inevitável face às condições do mercado internacional e problemas logísticos. O Executivo explicou que a manutenção dos preços anteriores tornou-se insustentável devido a custos mais elevados de carregamentos e ao risco de esgotamento de stocks, justificando a subida como forma de preservar o abastecimento.
FRELIMO, pelo seu porta-voz em Nampula, apoiou publicamente a medida, descrevendo-a como uma decisão acertada para evitar rupturas no serviço e garantir que postos de abastecimento mantenham reservas mínimas. O partido destacou que não se trata de escolha política, mas de uma necessidade operacional, e pediu compreensão da população enquanto o país se ajusta às flutuações e pressões sobre cadeias logísticas internacionais.
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O Presidente reafirmou que o aumento procurou estabilizar o mercado doméstico e evitar longas filas e encerramentos de postos que já vinham ocorrendo. Segundo o Executivo, o gasóleo sofreu a maior subida, cerca de 45%, enquanto gasolina, gás de cozinha e outros produtos também foram reajustados. Autoridades insistem que, mesmo com os novos preços, Moçambique permanece entre os mais competitivos da região em alguns produtos específicos.
Analistas e vozes da sociedade civil alertam para os efeitos inflacionários e o impacto sobre transporte e atividade económica, especialmente nas zonas rurais e entre os mais vulneráveis. Há pedidos por medidas compensatórias, maior transparência na formação de preços e planos de mitigação para amortecer o choque sobre famílias e empresas que dependem intensamente de combustíveis para mobilidade e distribuição de bens essenciais.
Enquanto o país lida com a nova tabela, o Governo apela à calma e ao combate à desinformação, prometendo acompanhar a evolução do abastecimento e ajustar medidas conforme necessário. A comunicação pública salienta a chegada de novos carregamentos e compromete-se a monitorizar distribuição para evitar escassez localizada, ao mesmo tempo que busca diálogo com operadores para minimizar distorções e garantir normalidade no acesso ao combustível.


