BAD diz que comércio intra-africano de Angola caiu de 2,4% para 1,8% em nove anos e aponta limites na energia e logística

Imagem: Forbes África Lusófona
Resumo: Relatório do Banco Africano de Desenvolvimento mostra menor integração regional, apesar de avanços em infra-estruturas e energia, e defende que os corredores e o sector privado podem acelerar a mudança.
Pontos-chave
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) concluiu que Angola continua entre as economias menos integradas de África: o comércio intra-africano recuou de 2,4% do comércio total em 2016 para 1,8% em 2024. O estudo atribui o fraco desempenho a obstáculos de conectividade, facilitação do comércio e orientação histórica para mercados fora do continente, além de dizer que os grandes corredores e projectos regionais ainda não geraram ganhos mensuráveis na integração.
[1] Ver AngolaNo sector energético, o BAD nota avanços importantes, mas insiste que persistem limitações estruturais: o acesso à electricidade subiu de 41,8% em 2016 para 51,1% em 2023, a produção quase duplicou para 19 TWh e as renováveis passaram a 76,3% da matriz. Ainda assim, a rede continua fragmentada em três sistemas, as tarifas ficam abaixo dos custos e o acesso nas zonas rurais permanece muito baixo.
[2] Ver Angola
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Na mesma apresentação em Luanda, o BAD anunciou ter cerca de 2,9 mil milhões de dólares desembolsados em Angola na última década e disse preparar uma carteira de projectos para o sector privado superior a mil milhões de dólares, com potencial de aprovação nos próximos dois anos. A instituição vê aí uma via para acelerar a diversificação económica e reforçar o papel das empresas na transformação do país.
[2] Ver Angola[3] Forbes África Lusófona


