Protesto em Benguela após cheias

Resumo: Centenas de sinistrados fecharam a rotunda do Cawango em Benguela e protestaram contra a assistência no Campismo; confrontos com a polícia deixaram feridos e lançaram gás lacrimogéneo.
Pontos-chave
Em 13 de maio de 2026, centenas de sinistrados reuniram‑se na rotunda do Cawango, próximo ao novo Campismo, para exigir respostas sobre a assistência após o transbordo do rio Cavaco; a manifestação contou com cantos, palavras de ordem como "MPLA fora" e pedidos de esclarecimento sobre o destino de donativos monetários e bens materiais, gerando tensão crescente entre populares e autoridades locais.
Fontes no local relatam que a polícia tentou controlar a passagem e o trânsito, formando cordões de segurança; alguns populares tentaram avançar para o centro da cidade e para a sede do Governo Provincial de Benguela, enquanto administradores e responsáveis prometeram intensificar apoios, mas os manifestantes exigiam respostas concretas e criticavam a qualidade e distribuição do que foi entregue às famílias afetadas pelas cheias.
Durante o confronto houve disparos pelos agentes da Polícia, resultando numa jovem baleada na perna e num bebé atingido por estilhaços, segundo relatos dos presentes; o Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEMA) prestou socorro às vítimas, enquanto a tensão se agravava com o lançamento de gás lacrimogéneo que deixou diversos cidadãos atordoados e obrigou famílias a proteger crianças e idosos nas imediações.
Representantes locais, incluindo o administrador municipal Armando Vieira e o comandante provincial Aristófanes dos Santos, apelaram à calma e prometeram apurar responsabilidades e verificar se mais pessoas foram atingidas por disparos; os sinistrados, porém, mantiveram críticas severas sobre filas para alimentos estragados e falta de condições sanitárias, exigindo transparência quanto à utilização das ajudas vindas da sociedade civil e do governo.
O cenário em Benguela mostrou um confronto entre demandas sociais imediatas e respostas oficiais consideradas insuficientes, com uma mobilização de mais de quinhentas pessoas que bloquearam a estrada e geraram preocupação quanto à ordem pública; analistas e observadores sublinham a necessidade de intervenção rápida, conferência dos donativos e diálogo para evitar nova escalada de violência e garantir assistência eficiente às vítimas.



