Besigye fica inconsciente após julgamento

Resumo: A oposição ugandesa volta ao centro das atenções após Kizza Besigye desmaiar em tribunal e ser levado aos cuidados intensivos. A família denuncia deterioração súbita e ausência de esclarecimentos oficiais.
Pontos-chave
Kizza Besigye, uma das principais figuras da oposição no Uganda, desmaiou durante a sessão em que contestava o andamento do seu processo, agravando a tensão em torno do caso. Segundo relatos citados por agências internacionais, ele caiu enquanto protestava contra a ausência de advogados da sua confiança e foi imediatamente assistido por equipas médicas.
A esposa, Winnie Byanyima, afirmou nas redes sociais que Besigye se encontrava inconsciente e internado numa unidade de terapia intensiva num hospital público em Kampala. Ela relatou que, antes de perder os sentidos, ele gritou que estava a ser ferido, aumentando a preocupação da família e dos seus apoiantes.
Fontes próximas disseram que ninguém conseguia visitá-lo no Hospital Mulago nas horas seguintes ao colapso, embora o médico pessoal do opositor tenha conseguido avaliá-lo depois. Um porta-voz do sistema prisional não respondeu aos pedidos de comentário, deixando em aberto dúvidas sobre as circunstâncias da detenção e do estado clínico do político.
O caso ganhou nova polémica porque Besigye enfrenta acusações num ambiente político já marcado por forte polarização. O presidente Yoweri Museveni e o seu filho, o general Muhoozi Kainerugaba, adotaram publicamente posições duras contra o opositor, intensificando a leitura de que o processo tem forte carga política e pouca neutralidade institucional.
Organizações de direitos humanos têm alertado repetidamente para o estreitamento do espaço democrático no Uganda e para a necessidade de salvaguardar garantias legais. A situação de Besigye reforça essas críticas e coloca pressão adicional sobre as autoridades, que continuam sem esclarecer de forma convincente o que aconteceu após a detenção do líder oposicionista.


