BNA mantém taxa em 17,5% e reduz reservas

Resumo: O Banco Nacional de Angola manteve a taxa de juro em 17,5% e reduziu o coeficiente de reservas obrigatórias para 17,5%, visando libertar liquidez e conter incertezas externas.
Pontos-chave
Em 11-12 de março de 2026, o Comité de Política Monetária do BNA decidiu manter a Taxa BNA em 17,5%, assim como as facilidades permanentes em 18,5% e 16,5%, justificando a postura prudente face às incertezas geopolíticas e à volatilidade dos mercados que podem afetar a economia nacional e a estabilidade monetária.
O comité anunciou também a redução do coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional de 18% para 17,5%, medida destinada a libertar liquidez e dinamizar o mercado monetário interbancário, potencialmente facilitando o crédito e o funcionamento do sistema financeiro interno sem alterar a orientação prudencial da política monetária.
No plano macroeconómico, o BNA destacou que a inflação mensal recuou para 0,52% em fevereiro de 2026 e que a inflação homóloga situou-se em 13,35%, com desaceleração generalizada por província; os números reforçam a necessidade de calibrar medidas para garantir estabilidade de preços e mitigar impactos sobre o custo de vida.
O comunicado refere ainda que o preço médio do petróleo subiu para níveis superiores a 80 dólares por barril, elevando riscos para os preços de bens alimentares e insumos produtivos; essa dinâmica externa pode influenciar pressões inflacionárias e condicionar as condições monetárias e financeiras a nível internacional.
Quanto às contas nacionais, o PIB de 2025 cresceu 3,13%, puxado pelo setor não petrolífero enquanto o petrolífero contraiu; o BNA reportou também evolução da base monetária, do agregado M2 e do stock de crédito, além de reservas internacionais que cobrem cerca de 7,4 meses de importações, segundo estatísticas divulgadas.



