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Resumo: O Banco Nacional de Angola reduziu o limite anual de transferências por pessoas singulares para 150 mil USD. Medida visa conter saída de divisas e proteger reservas, segundo o regulador.
O Banco Nacional de Angola publicou o Aviso n.º 4/26, que reduz o teto anual de transferências bancárias unilaterais para o exterior de 250.000 para 150.000 dólares por pessoa e por ano civil. A decisão, assinada pelo governador Manuel António Tiago Dias, entra em vigor na data da publicação e tem por objetivo mitigar pressões cambiais e salvaguardar as reservas internacionais do país.
Analistas e economistas interpretam a medida como um reforço do controlo sobre a saída de divisas, destacando riscos associados a tensões geopolíticas e volatilidade nos mercados globais. A redução de 40% no limite poderá reduzir a procura por moeda estrangeira, afetando cidadãos com despesas regulares no exterior, como educação, saúde, manutenção familiar e investimentos pessoais fora de Angola.
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O regulador clarifica que as restantes regras cambiais aplicáveis a pessoas singulares permanecem inalteradas, incluindo a isenção de licenciamento prévio pelo banco central para operações ordenadas por particulares, e que os bancos comerciais continuam responsáveis pelo processamento adequado das transferências. A medida insere-se no equilíbrio entre liberalização gradual e proteção do kwanza perante choques externos e pressões sobre a balança de pagamentos.
Especialistas apontam que a decisão pode ter impacto direto sobre famílias e estudantes que dependem de remessas ou pagamentos ao exterior, exigindo adaptações nos planos financeiros e possivelmente recorrência ao mercado paralelo ou canais alternativos. Existe também a perspetiva de que a medida contribua para preservar as Reservas Internacionais Líquidas e reduzir volatilidade cambial a curto prazo, ainda que gere custos e constrangimentos práticos.
Entre os fundamentos legais invocados estão a Lei Cambial e a Lei do Banco Nacional de Angola, que conferem ao BNA competências para regular operações cambiais. acompanha uma tendência internacional de bancos centrais em economias emergentes que adotam medidas conservadoras na gestão de reservas, face a juros elevados, encarecimento do financiamento e incertezas geopolíticas persistentes.
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