Brent volta a subir com tensão EUA-Irão

Resumo: O Brent fechou a 91,62 dólares, em alta de 0,66%, impulsionado pela falta de avanços diplomáticos entre EUA e Irão e pelas tensões no Médio Oriente.
Pontos-chave
O barril de Brent para entrega em Outubro terminou em alta de 0,66%, fixando-se em 91,62 dólares. A subida refletiu a ausência de progressos diplomáticos entre os Estados Unidos e o Irão, num contexto de maior nervosismo geopolítico e pressão constante sobre os mercados internacionais de energia.
O petróleo de referência para as exportações angolanas manteve a trajetória ascendente pela quarta sessão consecutiva. Desde o início da semana, o Brent permanece acima dos 90 dólares, sinalizando que os investidores continuam a precificar o risco associado à escalada de tensões no Médio Oriente e à incerteza política.
As 10 principais notícias de Angola, no seu e-mail.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 21 fontes.
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
A valorização ganhou força depois de Donald Trump afirmar, na rede Truth, que não existem negociações "em curso ou planeadas" com Teerão. A declaração reforçou a leitura de impasse diplomático e ajudou a sustentar o preço do crude, num mercado sensível a qualquer sinal de agravamento do conflito.
Segundo a Lusa, Washington mantém o bloqueio naval ao Irão e insiste que o estreito de Ormuz continua aberto e operacional. O ponto é estratégico porque grande parte do comércio petrolífero global passa por essa rota, tornando qualquer disputa ali um fator imediato de volatilidade nos preços.
Teerão, por sua vez, mantém a posição de que não reabrirá a via navegável até que os norte-americanos cumpram as condições iranianas. A divergência prolonga a incerteza e ajuda a explicar porque analistas veem o petróleo sob pressão altista enquanto persistirem os impasses diplomáticos.


