Cabinda é epicentro da Mpox em Angola

Resumo: Cabinda concentra a maior parte dos casos confirmados de Mpox em Angola e mantém vigilância reforçada. O Ministério da Saúde aposta em rastreio, isolamento, vacinação de bloqueio e cooperação transfronteiriça.
Pontos-chave
Cabinda reúne 200 dos 289 casos confirmados de Mpox registados no país, segundo dados apresentados durante a visita da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta. A província também somava muitos casos suspeitos, num quadro que levou o governo a classificar a situação como preocupante, embora ainda controlável com resposta rápida e coordenada.
A avaliação incidiu sobre a situação epidemiológica e sobre as medidas já em curso. As autoridades destacaram a necessidade de reforçar a vigilância comunitária, o rastreio dos contactos, o isolamento de casos suspeitos e confirmados e a investigação das cadeias de transmissão, de modo a travar a propagação da doença.
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A ministra esclareceu que o surto em Cabinda não se explica apenas pela circulação com a RDC. Há evidências de transmissão local, incluindo pessoas sem histórico recente de viagens e outras infetadas após contacto directo. Por isso, a resposta sanitária terá de combinar controlo fronteiriço com detecção precoce dentro da comunidade.
O Ministério da Saúde vai reforçar a vigilância nos principais pontos de entrada e dar atenção a viajantes com febre, lesões ou erupções cutâneas. Está também prevista uma estratégia de vacinação de bloqueio, dirigida aos contactos de casos confirmados e a grupos de maior risco, assim que cheguem as doses.
Uma equipa nacional de resposta rápida ficará em Cabinda para apoiar a investigação, o rastreio e a mobilização comunitária. O governo mantém contactos com a RDC e apela à colaboração da população, hotéis e pensões. A prioridade é reduzir o contacto, isolar suspeitos e procurar assistência médica sem demora.
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