Cabinda enfrenta surto de Mpox e reforça vigilância

Resumo: Cabinda concentra a maior parte dos casos de Mpox em Angola e soma mais de 300 notificações, levando a Saúde a reforçar o controlo nas fronteiras. As autoridades afirmam que a doença está sob gestão, apesar da pressão sobre internamentos e do risco de circulação transfronteiriça.
Pontos-chave
Cabinda voltou a destacar-se no quadro nacional da Mpox ao registar 200 dos 289 casos confirmados no país, segundo dados do Ministério da Saúde. A situação levou a ministra Sílvia Lutucuta a deslocar-se à província para acompanhar as equipas locais e avaliar medidas urgentes de contenção.
O quadro epidemiológico descrito em Cabinda mostra também uma pressão crescente sobre os serviços. A província notificou 313 casos, dos quais 194 confirmados, e mantém doentes internados em vários centros. Apesar disso, a direcção provincial da Saúde garante que a resposta está organizada e sob controlo.
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Entre as medidas anunciadas está o reforço da vigilância nos pontos de entrada, com controlo de temperatura, identificação precoce de febre, lesões e erupções cutâneas, e encaminhamento imediato dos suspeitos para isolamento e testagem. A prioridade, segundo as autoridades, é interromper cadeias de transmissão o mais cedo possível.
A extensa fronteira com a República Democrática do Congo é apontada como um dos maiores desafios para Cabinda, devido à intensa mobilidade transfronteiriça. Esse fluxo aumenta o risco de importação e dispersão do vírus, obrigando as equipas de saúde a manter vigilância permanente e coordenação com outros serviços públicos.
Apesar do número elevado de notificações, os responsáveis locais insistem que a situação está controlada e que não há amostras em processamento. O sector reforça a criação de um centro de tratamento e melhores condições para casos suspeitos e confirmados, numa resposta que procura equilibrar assistência, prevenção e tranquilização da população.


