Importações de Cabo Verde em 2025

Resumo: Em 2025 as importações de Cabo Verde subiram 9%, com aumento de bens de consumo e equipamentos; contudo, a factura dos combustíveis caiu quase 10% face ao ano anterior, segundo dados oficiais.
Pontos-chave
Em 2025, o valor das importações de mercadorias em Cabo Verde cresceu 9% em termos homólogos, refletindo uma maior procura por bens de consumo e por equipamentos. O saldo aponta para uma dependência continuada do exterior, com impactos diretos na balança comercial e na necessidade de políticas que mitiguem choques externos sobretudo em tempos de volatilidade dos preços.
A categoria de bens de consumo representa quase metade do total importado, com destaque para produtos alimentares transformados que constituem um quinto do cabaz. O aumento de 5% na factura desta categoria mostra uma mudança nos padrões de consumo internos, ao passo que a subida de 3% dos alimentos transformados evidencia pressões inflacionárias setoriais que exigem monitorização contínua.
Outras rubricas apresentaram variações expressivas: bens intermédios, utilizados por empresas e na construção, cresceram 15%, enquanto bens de capital, incluindo máquinas e meios de transporte, aumentaram 36%, sinalizando investimentos e renovação de equipamentos. Estas alterações mostram dinamismo em segmentos de produção e infraestrutura, mas também maior exposição a custos de aquisição no exterior.
Contrariamente, a factura de combustíveis recuou quase 10% em 2025, acompanhando a tendência global de preços do petróleo após o pico de 2022, embora a instabilidade geopolítica recente no Médio Oriente possa reverter esta trajetória. A redução dos custos de energia importada contribuiu para mitigar parcialmente o choque do crescimento das outras rubricas importadas.
No total, a importação de mercadorias atingiu 110 mil milhões de escudos (cerca de mil milhões de euros) em 2025; 67% das compras vieram da zona euro, com Portugal a ser o principal fornecedor, responsável por 48% do total. Esta concentração geográfica sublinha a importância de diversificar mercados e de estratégias comerciais para aumentar resiliência económica.



