Cancro pode atingir 35 milhões até 2050
Por TopAngola ·

Resumo:
A OMS prevê que os casos de cancro possam chegar a 35 milhões em 2050. A Ásia concentra hoje mais da metade dos diagnósticos e mortes, enquanto a Europa mantém um peso desproporcionado.
Pontos-chave:
O novo relatório da OMS, publicado a 8 de julho, alerta que o cancro continua a crescer em escala global e já provoca mais de 26 mil mortes por dia. A projeção aponta para até 35 milhões de casos em 2050, reforçando a pressão sobre sistemas de saúde e programas de prevenção em todo o mundo.
A distribuição da doença é muito desigual entre regiões. Em 2024, a Ásia concentrou 50,7% dos casos e 56,5% das mortes, reflexo da sua elevada população. Já a Europa respondeu por 21% dos casos globais e 20% das mortes, embora represente apenas cerca de 9% da população mundial.
A OMS sublinha ainda que vários países africanos e algumas zonas da Ásia apresentam menor incidência, mas mortalidade mais elevada. Esse contraste sugere diferenças no acesso a diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento clínico, tornando o combate à doença mais difícil precisamente onde os recursos são mais escassos.
Entre os tipos de cancro, o pulmão mantém-se como a principal causa de morte por cancro no mundo. Nos homens, os tumores do pulmão, da próstata e colorretal estão entre os mais frequentes; nas mulheres, destacam-se mama, pulmão e colorretal, com forte impacto na carga global da doença.
No balanço final, a OMS conclui que a maioria das pessoas será afetada pelo cancro em algum momento da vida, seja por diagnóstico próprio, seja pelo impacto na família. O relatório reforça a necessidade de prevenção, rastreio e tratamento mais equitativos para travar a tendência até 2050.



