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Resumo: Angola realizou a sua primeira cirurgia robótica renal com sucesso, num paciente com tumor no rim direito. A operação marca avanço tecnológico e reforça a formação de equipas nacionais.
Angola viveu um marco médico com a primeira cirurgia robótica renal bem-sucedida, realizada no Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, em Luanda, num paciente de 52 anos com tumor no rim direito. O procedimento durou cerca de uma hora e meia e decorreu na oitava campanha de cirurgia robótica.
A intervenção foi feita por médicos angolanos, com supervisão de especialistas brasileiros, e confirmou a entrada da urologia nacional numa fase de maior autonomia. Segundo Feliciano Direito, o resultado mostra o empenho das equipas locais e a consolidação de competências que já permitem assumir procedimentos cada vez mais complexos.
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O cirurgião brasileiro Oséias Neves destacou que a operação correu como previsto, com retirada do tumor e boa evolução clínica do paciente. Entre as vantagens da técnica, sublinhou menor sangramento, menos dor e recuperação mais rápida, fatores que reduzem o tempo de internamento e melhoram a qualidade de vida.
O paciente, Pinto Cafumana, relatou sentir-se bem após o procedimento, depois de anos com sintomas urinários e diagnóstico de tumor renal. A cirurgia surgiu no contexto de uma campanha que prevê vários atos urológicos, integrados numa estratégia mais ampla de modernização do sistema de saúde angolano.
Desde agosto de 2024, o hospital já realizou 145 cirurgias robóticas e formou 15 médicos cirurgiões angolanos, além de profissionais de enfermagem de várias unidades. As autoridades apontam a iniciativa como prova de transferência de conhecimento, investimento em tecnologia e fortalecimento gradual da resposta pública especializada.
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