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Resumo: Surto de cólera iniciado em janeiro já soma 21 084 casos e 630 mortes em 18 províncias; Namibe e Luanda lideram novos registos, alerta Ministério.
Entre a primeira semana de janeiro de 2025 e 19 de maio, o Ministério da Saúde contabilizou 21 084 casos confirmados de cólera e 630 mortes em 18 províncias angolanas. O balanço, compilado pelo Centro de Processamento de Dados de Vigilância Epidemiológica, sublinha que a taxa global de letalidade ronda 3 %, colocando o país numa das piores crises sanitárias da década.
No relatório das últimas 24 h foram acrescentados 205 novos casos e 2 óbitos, depois de 191 infeções no sábado. A província do Namibe lidera o avanço com 86 ocorrências, seguida de Cuanza Sul (42), Benguela (28) e Luanda (22). Há, ainda, oito províncias com registos menores. Permanecem hospitalizados 475 pacientes, enquanto outros 255 receberam alta clínica no mesmo período.
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Embora Luanda concentre 6 509 casos e 211 mortes desde o início do surto, o mapa epidemiológico mostra expansão rápida: Bengo 2 995 infeções, Benguela 4 565, Cuanza Norte 2 093 e Icolo e Bengo 1 183. Cabinda, Huambo, Uíge e Cunene também já apresentam notificações. As idades das vítimas variam entre 2 e 100 anos, com ligeira predominância masculina (54 %).
A Organização Mundial da Saúde descreve a situação como crítica e salienta que cada caso confirmado pode esconder outros quatro não testados, dado o défice de reagentes e o alto número de portadores assintomáticos. Para conter o surto, recomendam-se equipas de resposta rápida, centros de tratamento dedicados, distribuição de água segura, envolvimento comunitário intenso e campanhas de vacinação oral.
Epidemiólogos recordam que Angola vivenciou episódios menores: em 2011, 2 284 casos e 181 mortes; entre 2016-2017, 252 casos e 11 vítimas, circunscritos a Cabinda, Luanda e Zaire. O contraste realça a urgência de saneamento e vigilância permanentes. Segundo especialistas, , sobretudo contra alimentos e água contaminados.
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