Caio avança com três propostas admitidas

Resumo: O concurso para a concessão do Terminal de Águas Profundas do Caio admitiu três concorrentes, todos sob validação documental. O projeto pode reforçar a logística do norte de Angola por 20 anos.
Pontos-chave
O concurso para a concessão do Terminal de Águas Profundas do Caio avançou com a admissão de três propostas: África Global Logistics, SOGESTER e o Consórcio MISG. A comissão aceitou as candidaturas de forma condicional, abrindo a etapa seguinte do processo. O ativo portuário é visto como peça estratégica para a logística nacional.
Os concorrentes têm agora cinco dias úteis para completar a documentação em falta, um passo obrigatório antes da avaliação final. O procedimento procura garantir transparência e rigor administrativo, assegurando que só propostas legalmente conformes sigam para a análise técnica e financeira. A regularização será decisiva para o avanço do concurso.
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A concessão prevê a gestão e exploração do terminal por 20 anos, com operações contentorizadas e não contentorizadas. A infraestrutura foi concebida para receber navios de grande porte, até 5.000 TEU, reforçando a capacidade portuária de Cabinda. O objectivo é melhorar o escoamento de cargas e apoiar o comércio regional e externo.
Segundo a comissão presidida por Janine Isaías Daniel, não existe ainda calendário definido para a conclusão do processo. A avaliação poderá ser morosa, porque envolve componentes técnicas e financeiras. O trabalho agora concentra-se na elaboração de relatórios preliminares e finais que sustentarão a decisão sobre a entidade adjudicatária.
Entre os concorrentes, a AGL destaca-se pela experiência internacional em logística e concessões portuárias, enquanto a Sogester já opera infraestruturas em Luanda, Namibe, Cabinda e Soyo. O Consórcio MISG reúne Multiterminais, ISSFAA, SISTRANS e Grupo Terra Sul. A disputa promete impacto relevante no sector marítimo angolano.


