48 Chineses e Vietnamitas Condenados em Luanda

Resumo: Tribunal de Luanda condena 50 estrangeiros a até 4 anos de prisão e expulsão por jogos online ilícitos e branqueamento de capitais.
Pontos-chave
Em 18 de outubro de 2025, o Tribunal da Comarca de Luanda decretou as sentenças contra 48 cidadãos chineses e dois vietnamitas. O processo investigou uma rede especializada em jogos online ilícitos que operava em Talatona. A sessão final detalhou acusações de associação criminosa, exploração ilegal de jogos e branqueamento de capitais, com forte evidência sobre as operações digitais mantidas pelos arguidos.
As penas variaram entre um e quatro anos de prisão efectiva, seguindo-se a expulsão imediata dos condenados do território nacional. Dos 50 arguidos, 34 receberam pena máxima de quatro anos e os restantes foram sentenciados a períodos mais leves. Além disso, o tribunal impôs caução de 320 mil kwanzas e indemnização de um milhão de kwanzas a cada réu, reforçando a cobrança de multas.
O tribunal determinou a perda definitiva de todos os bens apreendidos durante as investigações, incluindo geradores, equipamentos informáticos e um montante de 40 milhões de kwanzas. Esta medida visa cortar o lucro obtido pelas plataformas de jogos ilegais, grande parte das quais funcionava numa unidade hoteleira em Talatona. Os bens revertidos para o Estado representam mecanismo de dissuasão e compensação pelos danos económicos.
Investigações revelaram que o grupo recrutava cidadãos nacionais e estrangeiros, incluindo jovens do Brasil, China e Europa, para operar nas plataformas de apostas fraudulentas. Os arguidos utilizavam influenciadores digitais para angariar clientes, promovendo jackpots falsos e garantindo retorno financeiro ilusório. Essa estratégia de marketing digital foi decisiva para expandir o alcance da rede, atraindo milhares de utilizadores vulneráveis. Os esquemas de fraude envolveram transações internacionais, dificultando o rastreio de fundos.
As autoridades afirmam que a investigação prossegue em busca de outros membros da rede ainda não identificados em Angola, podendo desdobrar-se em novas operações e mandados de detenção. O Ministério Público destaca a importância de cooperação internacional para desmantelar redes similares. Analistas advertem que o combate ao jogo ilícito online exigirá investimentos em cibersegurança e legislação mais rígida para prevenir reincidência.



