Luanda recebe Congresso Nacional da Reconciliação

Resumo: CEAST convida João Lourenço para o Congresso Nacional Reconciliação marcado para a primeira semana de Novembro de 2025. Prevê cerca de 500 delegados.
Pontos-chave
Em 1 de Outubro de 2025, a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) oficializou o convite ao Presidente João Lourenço para integrar o Congresso Nacional Reconciliação, agendado em Luanda para a primeira semana de Novembro. A audiência ocorreu no Palácio Presidencial, sob a condução do arcebispo Dom José Manuel Imbamba, enfatizando o papel cívico e social deste encontro histórico.
O Congresso pretende fomentar um novo espírito de convivência entre os angolanos, reunindo cerca de 500 delegados de diversas confissões religiosas, organismos da sociedade civil, partidos políticos e cidadãos independentes. A iniciativa, aberta a todas as forças vivas, visa exorcizar feridas sociais e políticas, promovendo inclusão, diálogo e cidadania, sem rotulações, para consolidar a reconciliação nacional e o bem-estar coletivo.
Durante as sessões, líderes religiosos e figuras civis participarão em debates sobre justiça social, memória histórica e perspectivas de desenvolvimento. Dom José Manuel Imbamba destacou a importância de ouvir múltiplas vozes, estabelecendo um ambiente de escuta activa e partilha de experiências para fortalecer os laços comunitários e a coesão nacional. O programa inclui oficinas temáticas e painéis de diálogo intersectorial, promovendo soluções para desafios económicos, sociais e culturais do país.
O Congresso encerrará com um culto ecuménico que reafirma o carácter plural e o compromisso ético de todos os participantes. Igrejas cristãs ecuménicas, tradições africanas e representantes laicos reforçam o diálogo inter-religioso plural como vetor de paz e unidade nacional. Líderes civis, governamentais e sociais defendem que as propostas do encontro sejam transpostas para políticas públicas de inclusão e justiça social.
A iniciativa segue as celebrações dos 50 anos da independência nacional, posicionando o evento como plataforma de exorcismo coletivo para as “feridas ainda abertas”. Participantes destacam a urgência de políticas de cidadania que superem divisões partidárias e sociais, reforçando o compromisso com uma Angola mais reconciliada e fraterna.



