Combustível: contrabando cai 70% em Angola

Resumo: O contrabando de combustível em Angola caiu 70% em 14 meses, com 6 milhões de litros apreendidos. Comissão elogia ação policial e bloqueio de rotas.
Pontos-chave
Em Mbanza Kongo, no dia 15 de outubro de 2025, Francisco Pereira Furtado, ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente, apresentou resultados da comissão interministerial criada para combater o contrabando de combustível. Durante a sessão, o governante sublinhou a importância da cooperação institucional e a necessidade de manter o empenho das autoridades nacionais para proteger a economia e os bens públicos do país.
O relatório revelou que o contrabando de derivados de petróleo diminuiu em 70% nos últimos 14 meses, com mais de seis milhões de litros de combustível apreendidos pelas autoridades. Este volume representa uma fatia significativa do produto que antes era canalizado ilegalmente para os países vizinhos, impactando diretamente a oferta interna e contribuindo para fortalecer a segurança energética de Angola frente aos desafios regionais.
A comissão destacou ações realizadas em diversas províncias, especialmente no Zaire, Cabinda, Cuando Cubango, Moxico e nas fronteiras de Luanda e Bengo. Nessas regiões, foram identificados e desativados grandes depósitos clandestinos de combustíveis destinados ao tráfico, em operações coordenadas entre a Polícia Nacional, o SIC e a polícia de fronteira, evidenciando a eficácia do trabalho conjunto das forças de segurança.
Além disso, as ações envolveram a Marinha de Guerra angolana, contribuindo para o patrulhamento das áreas ribeirinhas e bloqueio de rotas de abastecimento ilícito. Os resultados também são atribuídos ao empenho dos delegados provinciais do Ministério do Interior, dos comandantes das Forças Armadas Angolanas e das unidades policiais locais, cujo trabalho conjunto fortaleceu a vigilância e reduziu significativamente as possibilidades de evasão de produtos petrolíferos para o exterior.
Apesar dos avanços operacionais, a divulgação de nomes de generais, comissários e governantes supostamente envolvidos na rede de contrabando permanece pendente. Segundo o Novo Jornal, a Procuradoria Geral da República ainda não obteve provas suficientes para formalizar acusações, dificultando a responsabilização de figuras de alto escalão. A comissão reforça o compromisso de manter as investigações ativas e de intensificar a transparência no processo.



