Cunene: Inundações deixam famílias ao relento

Resumo: Chuvas intensas no Cunene provocaram destruição de residências, alagamentos e suspensão de aulas, com mais de mil famílias desalojadas e acolhimento em espaços públicos.
Pontos-chave
Na madrugada de 24 de fevereiro de 2026, fortes chuvas atingiram a província do Cunene, provocando alagamentos generalizados em Ondjiva e municípios vizinhos. Testemunhas relatam que a água invadiu residências em poucas horas, submergindo móveis e forçando famílias a abandonar lares de madrugada. As primeiras intervenções de emergência buscaram retirar pessoas em risco e catalogar danos estruturais em bairros inundados.
As autoridades locais confirmaram que mais de mil famílias ficaram desalojadas, com várias residências destruídas ou seriamente comprometidas. Escolas da cidade foram fechadas e a direcção provincial de educação suspendeu aulas até avaliação das infraestruturas. Equipas de protecção civil e bombeiros realizaram vistorias, identificando zonas com falta de drenagem adequada como causa principal do agravamento das inundações urbanas.
No relatório preliminar, os bombeiros indicaram que pelo menos cinco residências desabaram e outras dezenas foram alagadas, enquanto instituições públicas também sofreram danos. As famílias foram encaminhadas para espaços de acolhimento temporário, como o pavilhão gimnodesportivo e a Casa da Juventude, onde recebem abrigo, alimentação e assistência básica até a definição de soluções de realojamento.
Líderes locais apontam para a necessidade de obras de macro e microdrenagem como prioridade para reduzir riscos futuros, salientando que a correnteza danificou infraestruturas como canais e diques. Técnicos avaliam fissuras em estruturas hidráulicas e planificam intervenções emergenciais. A governação provincial coordena a logística de apoio com organizações humanitárias e administrações municipais para garantir fornecimento de água potável, higiene e bens essenciais.
A população afectada relata perdas materiais significativas e a incerteza quanto ao regresso às casas. Testemunhos de moradores descrevem a noite de pânico e a mobilização comunitária para socorrer vizinhos vulneráveis. As próximas 72 horas são críticas para consolidação da resposta, com monitoramento meteorológico em curso e apelos às autoridades centrais por apoio financeiro e técnico para recuperação e mitigação dos danos.



