Desvio de chapas no hospital do Bié

Resumo: Um director dos serviços gerais do Hospital Municipal do Luando foi detido no Bié, acusado de furtar mais de 150 chapas de zinco destinadas a famílias vítimas das chuvas.
Pontos-chave
As autoridades no Bié detiveram um homem de 39 anos, director dos serviços gerais do Hospital Municipal do Luando, suspeito de furtar chapas de zinco guardadas para apoiar famílias vulneráveis atingidas pelas chuvas. A ocorrência foi registada após denúncia anónima e o caso segue agora para apreciação do juiz de garantias, por furto qualificado.
Segundo o Serviço de Investigação Criminal, o suspeito teria aproveitado o cargo e o acesso à arrecadação para retirar o material em dias diferentes, durante a noite. As chapas pertenciam à Administração Municipal e estavam armazenadas no hospital para responder a situações de emergência social. A investigação aponta uso indevido de chaves e actuação fraudulenta.
Os elementos recolhidos indicam ainda que cada folha de zinco era vendida por 4.500 kwanzas a contactos previamente identificados pelo implicado. A operação terá sido repetida até desaparecerem mais de 150 chapas, numa altura em que o material era aguardado por famílias em situação de maior fragilidade. O caso gerou forte indignação local.
No âmbito das diligências, os investigadores conseguiram recuperar 59 chapas que já tinham sido comercializadas. As autoridades continuam a trabalhar para localizar o restante material e identificar eventuais compradores. O processo permanece em fase de apuramento, enquanto se consolidam provas sobre a forma como o desvio foi executado e sobre os beneficiários da venda.
Os dois relatos publicados convergem na mesma versão: um responsável hospitalar, com acesso privilegiado à arrecadação, terá desviado chapas destinadas ao apoio humanitário. A principal diferença está na apresentação dos factos, mas ambos sublinham a mesma conclusão policial: houve furto qualificado de bens públicos destinados a vítimas das chuvas no Bié.


