Detenção de Simões Pereira gera repúdio
Por TopAngola ·

Resumo:
A detenção de Domingos Simões Pereira, na Guiné-Bissau, provocou condenações do PAICV, de figuras públicas e de dirigentes políticos. Os apelos centram-se na libertação imediata e na intervenção internacional.
Pontos-chave:
A detenção preventiva de Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC e da Assembleia Nacional Popular, desencadeou forte contestação na Guiné-Bissau e além-fronteiras. O PAICV classificou a medida como arbitrária e pediu a sua libertação imediata, considerando que o caso agrava a crise política instalada após o golpe de 26 de Novembro de 2025.
No comunicado, o partido cabo-verdiano afirmou que a situação viola princípios democráticos, direitos fundamentais e valores da CPLP. Para o PAICV, a suspensão da ordem constitucional, a paralisação das instituições e a não divulgação dos resultados eleitorais de 23 de Novembro mostram um quadro de ruptura que exige resposta urgente da comunidade internacional.
A contestação também veio de figuras públicas e artistas. O grupo Tabanka Djaz, Karyna Gomes e Welket Bungué manifestaram preocupação com o clima político, denunciando perseguição contra opositores e cidadãos. As intervenções públicas insistiram no respeito pela soberania popular, pela justiça e pela liberdade como bases para o futuro da Guiné-Bissau.
No campo político, o PAIGC acusou o Tribunal Militar de conduzir um processo irregular, sem levantamento da imunidade parlamentar do seu líder e com julgamento de um civil por uma instância militar. Geraldo Martins e Fernando Dias da Costa também criticaram a prisão, apontando uma possível estratégia para afastar Simões Pereira da vida pública.
A Procuradoria Militar sustenta que o dirigente terá financiado uma tentativa de golpe em Outubro de 2025 com 300 milhões de francos CFA. Mesmo com essa acusação, multiplicam-se os apelos da sociedade civil e de parceiros externos para proteger a integridade física do político e travar o agravamento da tensão no país.



