Tshisekedi lança diálogo e oposição resiste

Resumo: Tshisekedi anunciou um diálogo nacional em fases e pelas províncias, mas a oposição rejeita o processo sem grupos armados. O debate cruza paz, poder e reforma constitucional na RDC.
Pontos-chave
Félix Tshisekedi anunciou um Diálogo Nacional Inclusivo para enfrentar a crise política e de segurança na RDC, mas deixou claro que o processo não aceitará grupos armados. A decisão gerou reação imediata da oposição, que acusa o presidente de tentar prolongar o seu poder sob a capa da reconciliação.
Segundo o chefe de Estado, as consultas começarão nas capitais provinciais, com participação de autoridades locais, partidos, sociedade civil, líderes tradicionais, igrejas e setores profissionais. As propostas recolhidas em cada região serão depois consolidadas num documento nacional para debate em Kinshasa.
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Tshisekedi insistiu que ninguém será excluído por opiniões, origem ou religião, mas sublinhou que quem pega em armas não pode sentar-se à mesa da nação. Nessa linha, excluiu o M23 e afastou a ideia de negociar com o que chamou de agressor ou com representantes indiretos.
A oposição, porém, rejeita o formato e pede um diálogo mais amplo, com presença de atores como o M23 ou o antigo presidente Joseph Kabila. Os críticos também contestam qualquer revisão da Constituição que possa abrir caminho a um terceiro mandato, acusação que o poder combate com firmeza.
O anúncio surge enquanto o leste da RDC continua marcado por combates e deslocações, e o país tenta ainda conter um surto de Ébola considerado o mais letal da sua história. A combinação de segurança, saúde e disputa institucional reforça a pressão sobre o governo congolês.


