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Resumo: Relatório do BFA projeta PIB a 4 % e inflação de 21-22 % em 2025, sustentado por diamantes, mas com consumo fraco e desafios estruturais.
Num comentário de 12 de maio de 2025, o gabinete de estudos do Banco Fomento Angola (BFA) estima que a economia do país crescerá cerca de 4 % em 2025, ritmo inferior ao de 2024. O avanço continua “muito alavancado” pela indústria diamantífera, sobretudo pelo reinício das operações na mina de Luele no final de 2023 e pela expansão de produção noutros jazigos.
Embora a extracção de diamantes sustente o PIB, os analistas reconhecem “profundas questões estruturais” que travam a diversificação. Persistem limitações em infra-estrutura, burocracia e crédito às PME. Sem reformas, o BFA vê o impulso mineral como paliativo temporário, incapaz de gerar emprego suficiente ou elevar rendimento per capita de forma significativa nos próximos anos.
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O consumo privado, pressionado por salários reais em queda, deverá crescer aquém da média do PIB. Setores de Comércio e Serviços sentirão o impacto, projeta o banco. Em contrapartida, há sinais positivos no financiamento a projectos, o que pode criar efeito multiplicador na Construção civil e obras públicas, segmento que tende a beneficiar de investimento público e parcerias com a China.
No lado dos preços, a instituição antecipa inflação de 21-22 % no final de 2025, uma das mais altas de África. Gasóleo mais caro, devido à retirada gradual dos subsídios, ajustes salariais no sector público e subida dos alimentos no mercado internacional explicam aceleração prevista para o segundo trimestre, antes de um abrandamento gradual na segunda metade do ano.
As previsões surgem após o . Ambos também agravaram a perspectiva de inflação para 25 %. Angola figura entre 14 dos 47 países da África Subsariana com inflação de dois dígitos, sinal do desafio macroeconómico que o executivo terá de enfrentar em 2025.
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