Podemos usar o Meta Pixel para medir visitas e novas subscrições. A sua escolha não afecta a newsletter. Saiba mais.

Resumo: Estados africanos comprometeram-se em Luanda a transformar a Economia Azul em resultados mensuráveis, com financiamento sustentável, metas nacionais e integração regional.
A Conferência da Economia Azul em Luanda terminou com um apelo claro: sair dos compromissos genéricos e avançar para ações verificáveis. Na Declaração de Luanda, os Estados africanos assumem que oceanos, rios e lagos são activos estratégicos e exigem decisões firmes, instituições credíveis e resultados mensuráveis para apoiar a prosperidade continental.
O plano prevê a internalização da Estratégia da União Africana para a Economia Azul até 2028, com integração nas legislações e nos orçamentos nacionais. Os signatários querem alinhar metas, indicadores e mecanismos de monitorização, ao mesmo tempo que reforçam a governação sectorial para reduzir conflitos entre pescas, transporte marítimo e outras actividades costeiras.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 22 fontes.
Medimos aberturas e cliques para melhorar os e-mails. Pode desactivar esta medição em cada e-mail. Privacidade
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
Outro eixo central é o financiamento. A declaração estabelece a criação, até 2027, de mecanismos nacionais e regionais de longo prazo, incluindo fundos azuis, obrigações azuis, seguros climáticos e soluções de troca de dívida por natureza. A ideia é mobilizar capital externo sem sacrificar a conservação das bacias hidrográficas e dos ecossistemas marinhos.
A agenda também valoriza a soberania e a solidariedade continental, defendendo o respeito pelos direitos dos Estados costeiros, ribeirinhos e insulares sobre águas partilhadas. Para isso, os países querem acelerar a ratificação de tratados internacionais e fortalecer a Divisão da Economia Azul da União Africana, dotando-a de capacidade técnica para acompanhar a implementação.
Na mesma linha, a reunião sublinhou que a Economia Azul precisa gerar valor local, industrialização e empregos, e não apenas exportação de matérias-primas. A visão apresentada em Luanda liga financiamento, integração africana e segurança marítima a uma estratégia comum, capaz de transformar recursos hídricos em crescimento sustentável e mais prosperidade para o continente.
Ainda não há comentários.