Enfermeiros do Bengo entram em greve de 2 dias e avisam que serviços mínimos terão poucos profissionais; sindicato fala em detenções e Governo diz que greve é ilegítima

Imagem: Correio Kianda
Resumo: A paralisação dos enfermeiros do Bengo começou esta segunda-feira e já está a afectar o atendimento nas unidades sanitárias, num conflito em que o sindicato e o Governo provincial trocam acusações sobre as reivindicações e a legalidade da greve.
Pontos-chave
Os enfermeiros do Bengo iniciaram esta segunda-feira uma greve inicialmente anunciada para dois dias, com o SINDEA a dizer que os serviços mínimos vão funcionar com poucos profissionais devido à falta de pessoal nas unidades sanitárias da província.
[1] Correio KiandaNa cobertura do arranque da paralisação, o sindicato afirmou que consultas e outros serviços ficaram limitados e que os casos mais graves e de urgência estavam a ser priorizados; Paulo Chindumbo também denunciou alegadas detenções de sindicalistas, sem indicar quantos nem em que circunstâncias isso terá acontecido.
[2] Correio Kianda
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O sindicato diz que as principais reivindicações incluem melhores condições de trabalho, pagamento integral dos subsídios da Covid-19, terrenos, transporte e reforço de pessoal, enquanto o Governo do Bengo considera a greve ilegítima e afirma que os pontos pendentes estão a ser tratados pelos mecanismos legais, administrativos e financeiros disponíveis.
[1] Correio Kianda[2] Correio KiandaHá também versões divergentes sobre o avanço das negociações: o sindicato rejeita a ideia de que tenha havido ganhos concretos e diz estar preparado para descontos salariais e para prolongar a greve se não houver resposta, ao passo que o Governo provincial diz ter atendido 13 dos 15 pontos apresentados e atribui as restantes matérias a análise superior.
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