Petróleo e diamantes geram 31,3 mil milhões

Resumo: As exportações de petróleo, gás e diamantes renderam 31,3 mil milhões USD a Angola em 2025. O sector manteve peso decisivo no PIB, nas receitas fiscais e nas vendas externas.
Pontos-chave
Em 2025, Angola arrecadou 31,3 mil milhões de dólares com as exportações do sector petrolífero e mineiro. O petróleo liderou com 24,5 mil milhões, num ano em que a produção alcançou 378,4 milhões de barris. O resultado confirma a forte dependência do país destes recursos para gerar divisas e sustentar as contas externas.
A China manteve-se como o principal destino do crude angolano, absorvendo 58,42% das exportações petrolíferas. Já o gás natural contribuiu com 3,24 mil milhões de dólares, reforçando o peso dos hidrocarbonetos na pauta exportadora. O relatório mostra que o desempenho do sector continua concentrado em poucos mercados e produtos.
As 10 principais notícias de Angola, no seu e-mail.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 21 fontes.
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
No ramo diamantífero, Angola produziu 15,2 milhões de quilates, superando as metas definidas pelo Executivo. A comercialização de 17,7 milhões de quilates rendeu 1,79 mil milhões de dólares, impulsionada sobretudo pela Sociedade Mineira de Catoca e pelo Projecto Luele. O crescimento reforça a importância do subsector na diversificação das exportações.
O relatório do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás indica ainda que o sector representou 13,94% do PIB e respondeu por 57,25% das receitas fiscais do Estado. Estes números evidenciam o papel central da indústria extractiva no financiamento público e na estabilidade macroeconómica, apesar da necessidade de maior diversificação produtiva.
No total, hidrocarbonetos e recursos minerais representaram 97,88% das exportações nacionais, deixando clara a dependência da economia angolana destes segmentos. O desempenho de 2025 mostra ganhos relevantes em produção e receitas, mas também expõe a vulnerabilidade do país a choques nos preços internacionais e à concentração das vendas externas.


